Copacabana, Bolívia

Copacabana, Bolívia

 

 

A passagem pela fronteira em Kasani no início desse ano foi super tranquila. Logo chegamos à Copacabana original. Ainda na margem do Lago Titicaca, mas dessa vez a parte boliviana, e não a peruana.

Na praça principal estava para começar uma comemoração de carnaval, com shows em um palco. Reparem na presença das cholitas bolivianas, com seus chapéus coco, longas tranças e vestidos.

 

cholitas bolivia

 

Procurei em ruas secundárias até conseguir achar um jantar tradicional e barato, no caso o silpancho. Por 10 bolivianos, quase 5 reais, ganhei um prato de arroz, com um bifão por cima e ovo na cobertura, além de uma saladinha. Pra completar, um suco caseiro de procedência duvidosa.

 

culinária boliviana

 

Em seguida parti pro minúsculo quarto privado no Hostal Florencia, com café-da-manhã incluso por 80 bolivianos. Fica ligeiramente fora do centro e é composto de vários andares, então esteja com as pernas boas antes de reservar.

 

pensão boliviana

 

A ideia seria ir à Ilha do Sol logo pela manhã e passar o dia lá, percorrendo a trilha de norte a sul, mas como o tempo estava chuvoso na hora da saída resolvi ir apenas à tarde. Descansei um pouco mais e fui ao mais próximo dos 3 sítios arqueológicos da cidade, o abandonado Intinqala, traduzido como Pedra do Sol. É um centro cerimonial composto por rochas escavadas: a da imagem abaixo é o Asiento del Inca.

 

Intinqala

 

Não há muito o que ver por lá e nem material escrito para aprender, mas pelo menos é gratuito e fica a menos de 15 minutos caminhando desde o centro.

 

Cerro Calvário

 

Prosseguindo, subi a via sacra do Cerro Calvário. Ao longo do caminho, que só pode ser seguido a pé, há vários painéis que contam a história desse episódio.

 

cerro calvário

 

Junto à vegetação em meio à subida, deparei-me algumas vezes com o maior beija-flor do mundo (Patagona gigas), ainda assim com apenas 23 cm de comprimento. Está praticamente restrito aos Andes; não ocorre no Brasil.

 

Giant hummingbird

 

Do alto da colina religiosa, é possível ter uma bela visão 360° da cidade e do lago, que compensam o esforço da subida. Apesar do morro não ter uma altura tão significativa, o topo fica a mais de 4 mil metros do nível do mar.

 

cerro calvario

 

No centro da pequena cidade sobressai a A Basílica Nossa Senhora de Copacabana, onde encontra-se a estátua de Nossa Senhora de Copacabana, a padroeira da Bolívia que nomeou essa cidade.

 

Basílica de Nossa Senhora de Copacabana

 

Com amplo pátio, a estrutura que mistura os estilos arquitetônicos mouro e espanhol colonial foi construída em 1550 e ampliada em 1651. Sua presença representa a grande religiosidade desse povo.

 

Isla del Sol

 

Desci o morro correndo para ter tempo de almoçar antes de embarcar no passeio à incaica Isla del Sol.

Por 40 bolivianos, subi no pequeno barco motorizado compartilhado. A primeira parada, cerca de uma hora depois, foi na ponta sul da ilha, no isolado e nada impressionante templo do sol inca, que recebia uma forcinha do astro-rei.

 

temple of the sun

 

Seguindo, o barco aportou na vila Yumani, pouco acima. Ali, alguns hotéis e restaurante infiltram-se em meio aos terraços e árvores isoladas, e estruturas incas. No pouco tempo que ficamos, contei um número considerável de aves. Quem tiver mais tempo pode fazer a trilha de travessia ao norte da ilha, ou vice-versa, e pernoitar por ali. Um outro passeio a ser considerado é o da próxima, mas menor e menos visitada, Isla de la Luna.

Infelizmente, foi só eu ir além da zona turística em busca de um banheiro que não fosse pago que me deparei com a sujeira que era varrida para debaixo do tapete…

 

poluição ilha do sol

 

Ao retornar, peguei o ônibus do final da tarde para La Paz, por 35 bolivianos. No meio do caminho temos que desembarcar do ônibus para cruzar um trecho estreito do lago, na localidade de Tiquina, que à noite é um tanto sinistra.

 

copacabana-la paz

 

Exceto por isso, é mais um trecho de estrada tranquilo.

 

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