durban beaches

Durban, África do Sul

A partir da Cidade do Cabo, dessa vez voei com a cia aérea de baixo custo Mango, por um total de 838 rands sul-africanos (~197 reais).

No começo da tarde cheguei ao Aeroporto Internacional King Shaka, na zona metropolitana de Durban. Para acessar a zona dos hotéis, usei o serviço de uma van que fica logo após a saída do saguão de desembarque e faz o transporte periodicamente por 80 rands.

Golden Mile

Desci no albergue Happy Hippo, ficando num quarto de 6 camas por 165 rands. Há um monte de quartos, uma área de convivência enorme e um bar, mas não achei tão amigável e organizado quanto o que fiquei na Cidade do Cabo. Aliás, muito menos a cidade. Para se ter uma ideia, o apelido carinhoso do Golden Mile, calçadão à beira-mar que fica próximo ao Happy Hippo, é Mugger’s Mile, sendo que mugger = ladrão.

Dei uma caminhada ao redor da praia que parece ser a mais segura, a uShaka Beach. Do píer de um restaurante sobre o mar dá para ver os surfistas, hotéis e apartamentos da orla. No fundo, o emblemático estádio Moses Mabhida, construído para a Copa do Mundo FIFA de 2010.

durban beaches

Ao menos tive o prazer de tomar o melhor milk-shake que já provei em todo o mundo, na lanchonete próxima Surf Riders Café. Barato não foi, mas o sabor da mistura com chocolate me deixa babando até hoje.

best milkshake world

Depois disso, comecei a ler um livro que constava na estante do Happy Hippo até o sono bater.

Ricksha Bus

Um pouco receoso com a criminalidade da cidade, escolhi conhece-la por meio do Ricksha Bus, um ônibus turístico que por 100 rands te leva durante 3 horas ao redor dos principais pontos de interesse da cidade. Conta com uma saída matutina (9-12h) e outra vespertina (13-16h), a partir do quiosque em North Beach.

ricksha bus

Os locais por onde passa são a orla, o parque uShaka, a catedral Emmanuuel, o mercado de rua Victoria, a mesquita Juma Masjid…

mesquita durban

…a prefeitura, a praça Francis Farewell, o centro de convenções ICC, o museu Kwa Muhle, o mirante com um cubo ornamentado, a construção sustentável Green Hub, o zoológico Mitchell, a rua turística Florida Road, o estádio de futebol Moses Mabhida, o hipódromo Greyville, o estuário Blue Lagoon e, finalmente, o cassino Suncoast. Mal dá tempo de ver cada lugar, pois ele para poucas vezes, mas é um bom resumo pra quem tiver mais tempo e puder voltar nesses pontos.

Port of Durban

Almocei em um dos fast foods da orla e à tarde caminhei ao redor do porto, também chamado de Durban Harbour. Recentemente ampliado, esse é o segundo mais movimentado da África, atrás de Port Said no Egito.

durban harbour

Entrei no museu Port Natal Maritime Museum por míseros 5 rands. Ali ficam 3 navios antigos ancorados (o mais velho com mais de 75 anos), nos quais você pode acessar seus interiores quase originais. Além disso, há um salão com maquetes e placas explicativas sobre a história do lugar.

museu porto durban

uShaka Marine World

Assim como nas demais noites, jantei no uShaka Village Walk, um centro aberto de compras e restaurantes no complexo uShaka Marine World, que fica a uma quadra do albergue. Não são tão baratos, mas ao menos ali é seguro e próximo. Dessa vez fui em um especializado em frutos do mar.

No dia seguinte, visitei o parque uShaka . O combo para o Wet ‘n Wild (parque de diversões aquático) + uShaka Sea World (aquário e apresentações animais) custa 199 rands, mas comprando no albergue obtive um desconto.

Uma dessas apresentações é um show com os lobos marinhos. Ao terminar, houve outro dos shows diários em uma segunda arena, dessa vez com golfinhos. Os espetáculos são belos, cheio de truques desses inteligentes animais, mas o que é feito nos bastidores com os bichos é que me deixa preocupado.

show aquatico durban

O aquário fica numa estrutura com uma ambientação legal. Além de muitos tanques pequenos convencionais, apresenta um que inclui até tubarões grandes onde se passa por um corredor abaixo deles. Uma lástima colocar esses bichos oceânicos num espaço tão reduzido.

ushaka

Durban é a cidade com mais indianos fora da Índia. Como resultado, a gastronomia é fortemente influenciada. Não poderia deixar de provar algum prato – no caso foi curry com queijo tipo Paneer, lá da Índia mesmo. Não era muito apimentado mas tinha um gosto bem estranho, quase não consegui comer. O chapati, um pão não-fermentado, deu uma suavizada no conjunto.

comida indiana durban

De volta ao albergue, conheci um colega do quarto, o americano Brock. Saímos pra bater um rango na vila, e ele como um estadunidense típico escolheu nada menos que um hambúrguer na rede sul-africana carnívora Spur.

Quanto ao parque aquático, o máximo que consegui foi ver de fora, já que me equivoquei quanto à validade do ingresso combinado, que era apenas para um dia.

parque aquatico durban

Depois de um dia não muito proveitoso, voltei com a mesma van ao aeroporto de Durban. Lá paguei menos de 40 reais em 1 litro do famoso licor Amarula (feito da fruta africana marula), bem abaixo do preço dos free shops mundo afora.

Voei pela Ethiopian Airlines até Adis Abeba. Como a conexão seguinte à São Paulo seria apenas na manhã seguinte, a companhia aérea arcou com o custo de um hotel e o transporte de ida e volta pro aeroporto.

Enfim, depois de quarenta dias na África regressei ao lar, doce lar, e cheio de histórias pra contar!

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