Glasgow Cathedral no centro de Glasgow

Glasgow, Reino Unido (Escócia)

 

Preparativos

Em meados de 2015 começou a preparação para mais um mochilão acelerado pela Europa. As passagens de ida e volta compradas pela TAM totalizaram pouco mais de 2 mil reais.

Ao longo dos meses seguintes, enquanto planejava minuciosamente o roteiro, fui reservando as hospedagens e os meios de transporte, a fim de minimizar a perda de tempo, o aumento dos valores e problemas durante a viagem em si.

Eis que em 14/8 parti do trabalho para o trem e de lá para os aeroportos, no sentido POA-BSB-GRU, onde quase perdi o voo internacional por problemas na aeronave.

No meio da tarde seguinte cheguei a Londres, onde fiquei um tempo até encontrar a Tati. À noite, começou nossa maratona de Megabus. Para quem não sabe, é uma empresa que opera entre cidades no Reino Unido com passagens a partir de 1 libra esterlina (+50 centavos para reservar online)! Até pouco tempo atrás também funcionava na parte mais ocidental da Europa, mas foi comprada pela Flixbus, que aumentou em muito a quantidade de destinos, mas também o preço mínimo, que agora está em 5 euros.

Com a antecipação da compra, consegui pagar a tarifa mínima no trecho de cerca de 9 horas até Glasgow! Eis minha avaliação após viajar esse e outros trechos com a companhia low cost Megabus: Pontos positivos – preço imbatível, tomadas individuais, wi-fi que funciona na maioria das vezes; Pontos negativos – assentos praticamente irreclináveis e com pouco espaço, paradas constantes, assentos reserváveis apenas mediante taxa. Para uma viagem longa dessas, os aspectos desfavoráveis tornaram a viagem torturante, tanto que cheguei a me deitar no corredor do ônibus, para surpresa dos indianos, meus vizinhos de fundão. Mas com o jetlag batendo, o sono não veio.

Interior do ônibus da empresa low cost Megabus

Seven Lochs Wetland Park

De manhã bem cedo desembarcamos em Glasgow, a segunda maior cidade da Escócia. Pegamos um ônibus para ligeiramente fora de lá, a fim de atravessar trechos do Seven Lochs Wetland Park. A unidade de conservação conta com áreas alagadas ao redor de lagos, além de campos com esparsas florestas, onde tivemos contato com o mais interessante do parque, a corça (Capreolus capreolus), que é a menor espécie de cervo da Europa. Passamos por algumas, enquanto caminhávamos praticamente sozinhos pelas trilhas.

Capreolus capreolus Seven Lochs Wetland Park

Nas horas seguintes de caminhada, nada muito importante a ver, apenas lagos, cisnes e outras aves aquáticas.

Lago no parque Seven Lochs Wetland Park de Glasgow

Ao deixar os corpos d’água, passamos rapidamente pelo shopping em forma de meia-lua Glasgow Fort, apenas para ver o quanto nossa moeda é desvalorizada.

Centro de Glasgow

Com um ônibus voltamos ao centro da cidade. Compramos um passe de metrô ilimitado para um dia ao custo de 4 libras, o que nos permitiu passar facilmente por alguns dos pontos de interesse de Glasgow.

Glasgow subway

Primeiro, Glasgow Cathedral, a bela catedral gótica medieval do século 13. Foi a única igreja escocesa a sobreviver intacta à Reforma Protestante.

Glasgow Cathedral no centro de Glasgow

Dentro, um jovem tocava um imponente órgão, enquanto algumas pessoas a visitavam.

Em volta fica um cemitério de luxo conhecido como Glasgow Necropolis, onde lápides majestosas situam-se em um gramado no topo de uma colina com vista privilegiada para toda a cidade.

Cemitério luxuoso no centro de Glasgow

O almoço, como na maior parte do tempo passado na zona da libra esterlina, foi à base de supermercado.

Em seguida, fomos ao museu eleito como o melhor da Europa em 2013, o Riverside Museum of Transport and Travel. Ao menos esse tipo de atração cultural é quase sempre gratuito no Reino Unido. No entanto, além da vista agradável na margem do Rio Clyde, que divide o centro de Glasgow, e de algumas réplicas de meios de transporte antigos, não fiquei muito impressionado.

Trens no museu do transporte e viagem de Glasgow

De lá fomos para o Kelvingrove Art Gallery and Museum, também sem custo e com algumas exposições interessantes, além de sua arquitetura exterior.

Kelvingrove Art Gallery and Museum at Glasgow Downtown

Por fim, paramos em um supermercado na região central para comprar uma cerveja e tomá-la na rua, sob alguns olhares desconfiados. Só depois da viagem fui descobrir que Glasgow é um dos poucos locais no Reino Unido onde é ilegal beber em locais públicos! Tivemos sorte de não sermos multados.

Enquanto praticávamos o ato ilícito, assistimos a uma clássica apresentação de gaita-de-foles. Homens de saia nós não vimos, e o uísque teve que ficar para uma próxima.

Apresentação de gaita-de-foles nas ruas de Glasgow

No fim do dia tomamos outro Megabus de 1 libra, para Manchester. Lá passamos um dia conhecendo o berço da Revolução Industrial, antes de embarcar em mais um ônibus barato para Cardiff, a capital do País de Gales.

Mapa das atrações turísticas de Glasgow

.

.

Deixe um comentário