Great Stirrup Cay, Bahamas

Great Stirrup Cay, Bahamas

 

 

Cruzeiro no Caribe

 

Em meados de 2011, comprei bilhetes para um cruzeiro no Caribe com Tiago e Franciele. Três dias com tudo incluso pela Norwegian Cruise Line teve um custo de 450 dólares por cabeça. Se considerar que o dólar naquele momento estava valendo 1,60 (que saudades desse tempo!), o preço foi justo. Mas vocês que me leem podem encontrar preços ainda melhores hoje através do agregador de cruzeiros baratos Cruise.com.

Alguns meses depois, saímos de NY para a Flórida. Eu e Fran pegamos o trem para o porto onde supostamente sairia o cruzeiro. O Tiago viria mais tarde, pois o voo dele era outro. Por uma infelicidade muito grande, confundimos o local de saída do navio. Chegamos em Port Everglades, mas o Norwegian Sky sairia em cerca de meia hora de Port of Miami, a 43 km dali! Tomamos um táxi, que acelerou o máximo que pôde. Conseguimos chegar a tempo, mas o Tiago não teve a mesma sorte, pois sem internet não conseguiu saber do equívoco na localização. Com isso somente eu e Fran embarcamos, com o navio logo deixando Miami para trás.

 

cruzeiro no caribe

 

A primeira impressão do Norwegian Sky já foi muito boa. Parecia um edifício com diversos andares de habitações, piscinas, restaurantes, teatro e até uma área para treinar golfe, onde um inglês me deu uma aula.

 

cruzeiro no caribe 1

 

À noite rolava algum tipo de entretenimento, como quizzes ou alguma apresentação. E a pequena balada também estava lá de pé. Quem não queria agito poderia ficar também no deque.

 

cruzeiro no caribe

 

Great Stirrup Cay

 

Depois de uma noite navegando no meio do nada, aportamos pela manhã na ilha particular da empresa que conduzia o cruzeiro. O local que se chama Great Stirrup Cay faz parte do arquipélago Berry Islands de Bahamas.

Apesar de sermos os únicos na pequena ilha, a embarcação enorme já era o suficiente para encher a praia principal. Com a temperatura agradabilíssima do mar, não tinha como ser diferente.

 

great stirrup cay

 

Coloquei o equipamento e fui direto para os costões rochosos, onde pude começar a vislumbrar as belezas caribenhas. Até então tinha sido o melhor snorkeling que havia feito, pois identifiquei dezenas de espécies de peixes, ouriços, anêmonas, corais, esponjas, pepinos, quítons e até as colônias de leques-do-mar da foto abaixo. Para fotografar, usei uma câmera digital comum dentro de um saco estanque. Mas não recomendo, visto que já tive infiltração e perdi uma câmera mesmo usando modelos diferentes bem abaixo do limite de profundidade permitido. Melhor mesmo é usar uma GoPro, que nunca me deu problema.

 

great stirrup cay

 

Em meio ao mergulho, dois sustos: o primeiro foi quando cruzou por mim uma barracuda, peixão que junto com os tubarões é o predador de topo do lugar. Mas ela ignorou minha presença e seguiu seu caminho.

 

great stirrup cay

 

O segundo foi quando vi uma enorme quantidade de águas-vivas a minha frente. Fiquei mais tranquilo quando cheguei perto e percebi a leve bioluminescência, o formato do corpo e o tipo de movimento desses animais, o que me permitiu identificar que na verdade eram ctenóforos, parentes distantes das águas-vivas que não possuem as células urticantes. Com isso pude nadar tranquilamente entre eles.

 

 

Almoçamos ao som de uma banda de reggae. Em seguida, fui caminhar pelo resto da ilha, que era nada mais do que areia, rochas e palmeiras, com alguns lagartos e aves marinhas.

 
great stirrup cay
 

Algumas estruturas estavam em construção, enquanto ruínas militares seguiam o caminho oposto. Voltamos ao navio e continuamos o passeio, com a festa rolando a bordo até Nassau, a capital de Bahamas.

 

cruzeiro no caribe

 

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