Mushroom Bay Nusa Lembongan

Ilha de Bali, Indonésia

 

A turística e barata ilha de Bali oferece praias idílicas e exóticas, bem como festas e pontos de mergulho, entre outras atividades em meio à natureza tropical.

Surabaya

Como não havia um voo direto barato de Kuala Lumpur a Bali (o que já existe atualmente), tive que pegar um voo primeiro a Surabaya, segunda maior cidade da Indonésia. A ausência de ATM’s (caixas eletrônicos) no aeroporto me fez rodar com o taxista pela cidade, já que eu não tinha uma moeda local sequer. Pela primeira vez na vida fiquei milionário, pois aqui 1 real equivalia a mais de 5 mil rúpias (em agosto de 2017 a cotação está em 1 real para 4260 rúpias)!

Já era noite quando cheguei. Escolhi o Krowi Inn para me hospedar pela localização, pois ficava quase em frente ao zoo que visitaria no dia seguinte.

Descobri posteriormente que este é conhecido como “Zoo of Death”, devido às dezenas de mortes causadas pelas condições precárias. Era facilmente perceptível a tristeza nos animais. Apesar da variedade de bichos, espero que a campanha pelo fechamento do estabelecimento tenha resultado logo. De interessante, os enormes e pré-históricos dragões de Komodo (Varanus komodoensis), endêmicos de poucas ilhas da Indonésia a algumas centenas de km dali.

Dragão de Komodo no zoológico de Surabaya

Já para os demais visitantes, 0% deles ocidentais, a maior atração era eu. Apesar de ser uma metrópole, quase não há turistas. Todos me olhavam como se eu fosse um ET, e alguns pediram para tirar foto e conversar comigo – até um grupo de muçulmanas. Chegou a um ponto em que não consegui mais me sentir à vontade ali…

Kuta

Então segui ao aeroporto, chegando à noite na plenamente turística ilha de Bali, através do aeroporto em Dempassar. Por sorte, meu colega de faculdade Fidel estava concluindo sua viagem de volta ao mundo justamente em Bali, então conforme combinamos uns dias antes ele me deu uma carona e me hospedou nessa primeira noite. Mas antes disso, me levou para conhecer as baladas de Kuta, a parte mais agitada da ilha. Praticamente em uma rua só concentram-se dezenas de bares e baladas, apinhados de turistas bêbados, entre outras coisas, além de indonésios oferecendo materiais ilícitos e caronas de moto. O bom era que você podia entrar e sair à vontade das casas noturnas, sem pagar nada. E foi o que fizemos, até pararmos em um lugar com diversos ambientes. As músicas, sempre ocidentais.

Começamos o dia seguinte indo à praia, em Jimbaran, ao sul de Kuta e do aeroporto. A praia quase vazia e com o lindo mar turquesa fala por si só. Acabei pegando um torrão nesse dia.

Matheus Hobold na praia de Jimbaran em Kuta

O almoço foi em um lugar parecido com um buffet, onde comi várias coisas sem saber o que eram, mas saborosas, ainda que picantes demais.

buffet de comida em restaurante de kuta bali

Antes de partir, Fidel me deixou num local para que eu alugasse uma motocicleta. Com 50 mil rúpias, ou seja, menos de 12 reais, era possível alugar uma scooter por um dia! E nem pediam habilitação.

Assim, parti meio cambaleando, visto que além de uma única aula prática com meu amigo Bidu, minha experiência com motocicletas era zero. Como era automática, logo consegui pegar a manha, apesar da mão ser inglesa e das estradas estarem entupidas de veículos. Viseira para quê, né?

dirigindo moto sem viseira no trânsito em bali

Segui pelo litoral, passando por belas praias de um lado e arrozais do outro. O ar, no entanto, não era dos mais agradáveis, visto a grande quantidade de queimadas e os combustíveis e veículos totalmente desregulados.

No fim da tarde cheguei a Padang Bai, uma vila de pescadores no leste da ilha. Pelo horário avançado, infelizmente não consegui ir ao vulcão no Monte Batur, minha ideia.

Fiz o check-in num lugar um pouco mais roots, o Bamboo Paradise. Fica bem próximo do centrinho e de uma praia de areia quase branca (Bias Tugel). Atualmente a diária do dormitório coletivo está custando 31 reais.

Padang Bai hostel

Saí para jantar com uma holandesa e uma polonesa (Magda) que estavam em meu quarto. Depois do peixe frito pescado ali mesmo, fomos ao único bar aberto e com movimento na vila, onde clássicos do reggae eram tocados ao vivo para alegria de nativos e (poucos) turistas.

Nusa Lembongan

Depois de um baita café-da-manhã saboroso e saudável, mudei o roteiro: em vez de mergulhar nas praias da vila, fui com as duas num barquinho motorizado com estabilizadores laterais para Nusa Lembongan, a ilha mais próxima dali.

Padangbai Boat

No caminho, nuvens e chuva, mas chegando lá começou a abrir o tempo, realçando as belas cores do mar da praia de Mushroom Bay.

Mushroom Bay Nusa Lembongan

Me separei delas e caminhei pela ilha sem alugar moto ou utilizar serviço de moto-táxi. Devidamente protegido do sol forte, segui de chinelo pelas ruas de chão batido rumo às outras praias. Passei por algumas quase desertas, como a Dream Beach, e a ponta conhecida como Devil’s Tears (Lágrimas do Demônio), onde ondas atingem com força o costão rochoso.

Devil's Tear Nusa Lembongan

Mais além, uma parte com o mar calmo onde há fazendas de algas, postas para secar depois da extração.

Fazenda de algas em Nusa Lembongan

Importante salientar que em todo caminho via-se templos hinduístas, pois apesar da Indonésia ter a maior população muçulmana do planeta, a religião de Bali é totalmente hindu.

Hindu temple at Nusa Lembongan

Cruzei uma ponte pênsil, chegando na ilha de Nusa Ceningan, onde esperava achar um ponto de mergulho. O que não estava ciente, pois o programa de geolocalização que uso não mostrava altitudes, era que teria que subir um baita morro. A vista lá de cima em direção à ilha maior de Nusa Penida é muito bonita, mas a constatação de que teria que me atirar de um penhasco para conseguir mergulhar me deu um desânimo.

Nusa Penida viewpoint from Nusa Ceningan

Voltei por outro caminho. Alguns quilômetros depois cheguei à mesma praia em que desembarcamos. Acabei praticando snorkeling em uma enseada ao lado. Apesar de ser bem visível o dano aos corais, ainda era possível ver alguma biodiversidade. Até uma moreia eu achei, que me deu um susto. O que dificultou foi a maré baixa, que fez eu praticamente me arrastar sob uma lâmina de alguns centímetros de água. Além disso, a bateria chinesa da minha GoPro foi pro saco…

Não tive tempo de averiguar o baita manguezal à nordeste da ilha de Nusa Lembongan. Na verdade, nem estava ciente de sua existência.

Ao retornarmos próximo ao pôr-do-sol, passamos por Mimba, uma praia de areia preta, onde diversos barcos iguais ao nosso repousavam. A diferente e rara areia tem origem vulcânica e é bem interessante de se observar.

Black sand beach at Padang Bai

Jantei barracuda e voltei já à noite com cuidado para Kuta, onde dormiria no hostel Warung Coco (8 dólares).

Infelizmente não pude fazer muitas coisas que gostaria em Bali, pois tive que devolver o veículo alugado às pressas e partir num voo para Singapura.

Mapa dos pontos de interesse de Bali e Surabaya

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