cominotto

Ilhas de Malta e Comino, Malta

 

Depois de pegar 2 ônibus e a balsa para sair da ilha de Gozo, além de mais 2 coletivos na ilha de Malta e uma caminhada leve, cheguei no YMCA Valletta, na capital de mesmo nome. Esse lugar fedia, mas foi o único lugar em que consegui me hospedar com um custo menor, pagando 15 euros pelo dormitório coletivo sem direito a café.

Mdina

A manhã foi dedicada a Mdina, a cidade medieval e antiga capital de Malta. Peguei um ônibus para chegar.

Fundada no século 8 a.C. por fenícios com o nome de Maleth, foi dominada pelos romanos e renomeada de Melita. Em 870 foi capturada por árabes, que a deixaram com o nome atual. Mdina deriva do árabe “medina”, que simplesmente significa “cidade”.

Possui um grande número de construções, incluindo palácios, capelas, calabouços e baluartes, e está bem preservada, já que passou por inúmeras reconstruções e reparações ao longo dos séculos. O bastião pentagonal De Redin da foto a seguir, por exemplo, é do século 17, período da Ordem de Malta.

mdina malta walls

Para entrar na quase desabitada cidade não se paga nada – apenas por algumas das edificações, como o museu que fica ao lado da barroca Catedral de São Paulo.

saint paul cathedral malta

Como as ruas são estreitas, recomendo levar uma lente grande angular, coisa que eu não tinha na época. Ao subir em parte das muralhas, há uma vista da zona rural ao redor e das cidades mais distantes.

mirante medina malta

Ao sair da fortificação, foi possível ainda observar parte do aqueduto Wignacourt do século 17. A função dele era levar água das fontes em Rabat e Dingli a Valeta, atravessando boa parcela da ilha de Malta.

wignacourt aqueduct

Comino

Em seguida fui ao porto, de onde embarquei em um transporte para um dos destinos mais visitados de Malta, a paradisíaca ilha de Comino. Bem no meio de Malta e Gozo, o preço da balsa é de 10 euros, com o retorno.

A terceira maior ilha do arquipélago fica lotada de turistas e barcos na praia principal conhecida como Lagoa Azul, uma porção rasa que faz fronteira com a ilhota de Cominotto e deixa o mar em tonalidade turquesa. Já apareceu em “Tróia” e mais alguns filmes.

cominotto

Desbravei outros caminhos da ilha rochosa com vegetação rala, que me levaram à Torre de Santa Maria (St. Mary’s Tower), construção defensiva de 1618. Foi cenário de “O Conde de Monte Cristo”.

Torri ta' Kemmuna

Também passei pelo Comino Hotel, o único de Comino. Este possui até 2 praias particulares, onde entrei de penetra.

comino hotel private beach

Uma pena não ter tido condições de explorar melhor a parte aquática, mas ao menos consegui me refrescar em suas águas que estavam com temperaturas medianas.

Valeta

Passeei de ônibus pela costa e, à noite, fui conhecer de fato a fortificada Valeta. Apesar de ser a capital, possui menos de 1 km² de área e menos de 7 mil habitantes (e a população vem diminuindo!).

Foi fundada após o Grande Cerco de Malta de 1565, quando os vencedores da Ordem de Malta quiseram manter a posição estratégica onde ficava o forte de São Elmo. A nomearam em homenagem ao grão-mestre da Ordem na época, La Valette.

Passando o terminal de ônibus, a fonte Tritão e a ponte que dá acesso ao portão da cidade, à direita ficam as ruínas da Royal Opera House. A casa de espetáculos em estilo neoclássico foi inaugurada em 1866, mas bombardeada na 2ª Guerra Mundial. Hoje em dia ali fica a Piazza Teatru Rjal, que retomou sua função cultural original, sobre as fundações e colunas originais.

royal opera house malta

O valor histórico da cidadela, somado à integridade das construções originais e os 320 monumentos em tão pequena área foram mais que suficientes para que Valeta se tornasse patrimônio da UNESCO.

valeta

Apesar de interessante, acabei não explorando e fotografando como deveria. Me retirei pela hora tardia, pois na manhã seguinte voaria a Girona (Espanha) com a Ryanair, onde passei uns dias em Barcelona.

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