Kalpitiya, Sri Lanka

Kalpitiya, Sri Lanka

 

 

De Kandy, foram 3 ônibus, passando por Kurunegala, na região montanhosa, e Puttalam, no litoral oeste, até chegar no começo da noite na península ventante de Kalpitiya. Sorte minha que um dos taxistas que estava no terminal da cidade conhecia quem cuidava da pousada onde eu ficaria, pois o lugar é tão rústico e isolado que não existia nem no Google. Agora digitando o nome do local você conseguirá chegar no logradouro, denominado Pudukuduruedippu. Captou?

Já noite, no caminho da rodoviária até lá passei por cada beco que achei que seria sequestrado, mas felizmente nada ocorreu. Os 2 simpáticos funcionários do Dinuda Resort (Lorence e Roshan) esperavam avidamente por mim, seu único hóspede em dias. Com isso, consegui um belo lugar na parte superior de uma cabana de madeira. E logo fui dormir, pois o gerador que alimentava o local era desligado à noite. Se não fosse pelos mosquitos, a noite seria bem relaxante, apesar do calor.

 
kalpitiya
 

Laguna de Kalpitiya

 

Depois de um café-da-manhã monstruoso de arroz com curry (isso lá é comida pra se ingerir numa hora dessa?), acompanhado de perto por corvos, esquilos e gatos, fiz o reconhecimento do local por meio do caiaque grátis da hospedagem. Eis toda a propriedade vista da laguna que fica bem em frente.

 
kalpitiya kayak
 

Junto a essa massa de água protegida encontram-se seus ecossistemas típicos, como restingas, manguezais e planícies de inundação, onde bandos de aves alimentam-se.

 
kalpitiya lagoon
 

Há ainda uma interminável praia do outro lado da laguna. Não me arrisquei a entrar em suas agitadas águas, pois não havia uma alma sequer por ali, muito menos salva-vidas. Mar adentro, pode-se observar golfinhos, em um dos tours organizados mais procurados da região.

 
kalpitiya
 

À tarde, aproveitei o tempo livre para praticar um dos esportes mais comuns do local, o windsurfe. Só havia feito uma aula em Floripa há alguns anos antes, e achei que seria suficiente, então dispensei a instrutora. Aluguei o equipamento e depois de uma ajudinha para armar tudo, parti pro meio da laguna. Acontece que, embora eu tenha pegado a prancha mais estável, escolhi a maior vela e não lembrei de colocar o cinto (arnês), o que complicou em muito minha vida. O vento forte me jogava da prancha o tempo todo, e a retirada da vela da água era um parto. Depois de uma hora (havia alugado por 3 h) meus braços já pediam arrego. Graças a minha experiência pífia, fui indo quase sempre na direção do vento, que me levava para fora da laguna, com pouco avanço no sentido contrário. Meu tempo já estava acabando e a noite chegando, quando parei no outro lado da margem e pedi ajuda a um pessoal que praticava kitesurfe. Nem eles foram capazes de me auxiliar, então terminei sendo rebocado por um barco de pesca. Um pouco frustrante, mas valeu a experiência tragicômica.

Dormi que nem uma pedra. No outro dia acordei com o corpo moído. Despedi-me de Kalpitiya e parti rumo ao sul para chegar ao aeroporto.

 

.

.

Deixe um comentário