Vista de baixo para cima do edifício Petronas Towers, em Kuala Lumpur

Kuala Lumpur, Malásia

 

De Macau voei com a AirAsia para Kuala Lumpur, a capital da Malásia. Já no avião tive a primeira experiência culinária com comida bem apimentada, fato bastante comum no arquipélago. As refeições não estão inclusas na passagem, mas possuem preços tão justos que em todo voo eu provei alguma diferente.

Refeição Nasi Lemak no avião da AirAsia

Desci no maior terminal aeroviário do mundo dedicado a companhias de baixo custo, o moderno KLIA2 (Kuala Lumpur International Airport 2), também chamado LCCT (Low Cost Carrier Terminal). Aqui fica a base da AirAsia, uma das maiores e melhores cias dessa classe.

Apesar de brasileiros não precisarem de visto para Malásia, apenas passaporte e Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela, a obrigatória fila da imigração estava enorme, cheia de malaios, chineses e indianos, que são as principais etnias.

O centro da cidade fica a mais de 50 km. Felizmente, hoje em dia há um trem de alta velocidade (KLIA Ekspres) que liga esse e o outro terminal com a estação central (KL Sentral), levando cerca de meia hora e custando 55 ringgits (~40 reais). Quando fui tive que me contentar com ônibus shuttle, tomando o triplo do tempo. Assim, quando cheguei à cidade propriamente dita, após passar por grandes plantações de palmeiras, já estava no fim da tarde.

Centro de Kuala Lumpur

Essa capital com população da área metropolitana maior que 7 milhões, possui uma rede de metrô elevado que facilita em muito a vida do turista. Ainda mais se considerar que é possível ler o que está escrito nos lugares, pois o bahasa, idioma da Malásia e Indonésia, é o único da região que utiliza caracteres romanos como a gente, além da pronúncia não ser tonal e algumas palavras serem semelhantes.

Estação de metrô com trem em Kuala Lumpur, Malásia

Fui parar nas Petronas Towers, o maior edifício duplo do mundo e sede da companhia petrolífera nacional.

Vista de baixo para cima do edifício Petronas Towers, em Kuala Lumpur

O belo complexo inclui um parque com fontes iluminadas e coloridas, além do shopping center Suria KLCC, onde provei uma gororoba local, uma sopa fedida e de gosto forte com tanto o nome quanto o conteúdo indistinguíveis.

unknown soup kuala lumpur

Terminei o dia em outra Chinatown, onde comprei roupas baratíssimas na Rua Petaling, inclusive do Brasil.

Rua Petaling ChinaTown Kuala Lumpur

Baratíssima, inclusive, foi a hospedagem. Fiquei no Suzie’s Guesthouse and Hostel KL, o melhor albergue até esse momento da viagem. Localização, limpeza e equipe show de bola. Tem até ar condicionado e um café da manhã básico. E o melhor, isso tudo por cerca de 20 reais!

Cavernas de Batu

O dia quente (Kuala Lumpur fica pouco acima da Linha do Equador e quase no nível do mar) começou na estação de trem, de onde fui para as Cavernas de Batu (Batu Caves), o templo hinduísta e paraíso de pequenos primatas encravado em um morro de calcário. Na entrada, uma aberrante estátua de cor dourada do Deus Murugan com 42 m (segunda maior estátua de uma divindade hindu no mundo) guarda o interior das cavernas, cujo acesso se dá por uma escadaria.

Entrada das Cavernas de Batu com a estátua do Deus Murugan

Dentro dela fiz um tour orientado em inglês pela cavidade que agora é protegida. Observei aranhas e os mais diversos espeleotemas.

Speleothem at Batu Caves

Em alguns pontos a visibilidade chega a zero. Do outro lado, em uma abertura natural, fica o templo hindu, que não prendeu minha atenção por muito tempo.

Templo hindu dentro das Cavernas de Batu

Cuidado com os macacos (Macaca fascicularis), pois apesar de fofos podem ser agressivos. Um deles roubou a comida que estava em minha mão, na entrada das Cavernas de Batu.

Monkey eating fruit at Batu Caves entrance

Lake Gardens

Voltando para o centro, fui até a área verde dos Lake Gardens, aonde cheguei ao KL Bird Park, o maior aviário de voo livre do planeta. Custa 67 ringgits a entrada.

Numa zona enorme separada do ar livre por telas a altas alturas, é possível se aproximar de aves de mais de uma centena de espécies, incluindo o diferente calau asiático.

Calau do KL Bird Park

Entre os diversos e amplos aviários, há até mesmo um show de talentos das aves.

anfiteatro com show de talentos no kl bird park

Segui pelo orquidário exterior ao parque e dei uma passada por um dos museus da área. Por ser gratuito, escolhi o Muzium Tekstil Negara (National Textiles Museum), com suas representações de trajes típicos.

National Textiles Museum

Como é um país majoritariamente muçulmano, mesquitas não faltam ao redor de Kuala Lumpur. Na nacional (Masjid Negara), cabem 15 mil pessoas.

Malaysia National Mosque entrance gate

Finalmente, caminhei pelo mercado central e parti de volta para o aeroporto, com destino à Indonésia.

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