Lagoa Santa, MG

Lagoa Santa, MG

 

 

Ao amanhecer eu e Raquele partimos da Serra do Cipó para a região cárstica de Lagoa Santa, na metade do caminho até a capital Belo Horizonte. Lagoa Santa e os municípios vizinhos abrigam uma das regiões mais importantes em termos espeleológicos e paleontológicos do país. Nas centenas de grutas e cavernas protegidas em boa parte hoje pelo Parque Estadual do Sumidouro foram descobertos no século 19 fósseis da megafauna extinta e dos primeiros humanos a habitar o continente, como Luzia e o Homem de Lagoa Santa. Peter Lund, o pai da paleontologia brasileira, foi responsável pela maior parte dos achados.

Chegamos ainda na manhã à entrada do parque, que inclui visitação ao Museu Peter Lund, a trilha na Lagoa do Sumidouro e a Gruta da Lapinha. Tudo por 20 reais.

 

Museu Peter Lund

 

Esse museu e centro de interpretação apresenta fósseis vindos do Museu de Copenhague, um espaço voltado à conscientização da importância histórica e cultural de Lagoa Santa e salas com explicações sobre os Planos de Manejo e Espeleológico do Parque Estadual do Sumidouro.

Você consegue passar uma boa hora ali dentro, mas infelizmente fotos não são permitidas em seu interior.

 

peter lund

 

Lagoa do Sumidouro

 

A trilha da Lagoa do Sumidouro, que necessita de acompanhamento de guia, faz você atravessar uma parte do vilarejo e uma mata de cerrado até um mirante com a vista da lagoa, que naquele momento estava seca.

 

nature park viewpoint

 

Descemos para observar os paredões alaranjados com registros de pinturas rupestres geométricas. Uma pena estarem um tanto desgastadas, devido à incidência do sol ao longo de milhares de anos e ao vandalismo.

 

pintura rupestre sumidouro

 

Ao longo do caminho, além de lagartos, o que você mais vai ver são aves. Algumas que registrei foram tucanos, papagaios e tiranídeos, como o suiriri e o neinei (Megarynchus pitangua), que distingue-se do bem-te-vi pelo seu bico desproporcional.

 

Megarynchus pitangua

 

A trilha não é longa, cerca de 1 hora e meia é suficiente para todo trajeto, incluindo paradas.

 

Gruta da Lapinha

 

O principal ponto de interesse é a Gruta da Lapinha. Com 511 metros de extensão, foi descoberta pelo tal do Peter Lund. Hoje em dia o acesso somente com guia é fácil e há iluminação artificial.

Como é de origem calcária, há diversos espeleotemas (formações rochosas nas cavernas) de tamanho considerável a serem observados, como essa esplêndida série de escorrimentos.

 

Gruta da Lapinha

 

Passando pelos outros salões é fácil notar estalactites brotando dos tetos e algumas destas chegando ao chão e formando colunas, mas o que impera mesmo são os escorrimentos.

 

Gruta da Lapinha

 

Como toda boa cavidade natural, não podíamos deixar de ver rastros de seres vivos cavernícolas, como aranhas nas paredes e guano (resultado das fezes dos morcegos) no chão.

 

aranha caverna

 

Museu Arqueológico da Lapinha

 

Por fim, passamos rapidamente pelo Museu Arqueológico da Lapinha, situado também na entrada do parque, mas em um castelinho à parte.

 

museu do castelinho

 

Por uma tarifa irrisória de 4 reais, o material reunido por um arqueólogo húngaro ao longo de décadas conta com fósseis, minerais, artefatos arqueológicos e animais taxidermizados (empalhados).

O espaço é pequeno, mas a quantidade de objetos é impressionante. Quem já está por lá não tem por que não visitar.

 

preguiça taxidermizada

 

Passeio bem aproveitado, ao finalizar a tarde continuamos para Ouro Preto, o fim do roteiro por Minas…

 

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4 comentários sobre “Lagoa Santa, MG

  1. Agradecemos a publicação sobre nosso espaço.
    O valor de visita agora é R $4,00 por pessoa.
    Volte sempre!

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