historic centre of lima

Lima, Peru

 

Capital cujo centro histórico é um patrimônio da humanidade, esbanja pratos típicos saborosos como o ceviche e possui frias praias urbanas.

Duas passagens pela capital do Peru me permitiram conhecer os bairros desde o Centro Histórico de Lima até as praias urbanas. A primeira vez foi em março de 2015, durante uma longa escala para a Colômbia. No meio de uma manhã chuvosa vindo de Porto Alegre pela Taca, aterrissei nas terras áridas de Lima – mais precisamente em Callao, município vizinho onde fica o aeroporto. Quando passei pela imigração tive a má notícia que teria que pagar cerca de 100 soles (107 reais), para ingressar no país. Azar, como passaria o dia inteiro ali, não tive outra escolha.

Como esperado, várias pessoas me abordaram na saída do prédio oferecendo táxis oficiais de 50 soles para cima. Para economizar, basta caminhar por menos de 100 m até a saída do estacionamento, que cai direto em uma via expressa movimentada, barulhenta e fumacenta. Paguei 30 soles para que me deixassem na Plaza de Armas, onde fica o Centro Histórico de Lima, mas é possível conseguir pagando ainda menos.

Centro Histórico de Lima

Plaza de Armas é um termo que designa a praça principal de cidades hispano-americanas, com notório uso no Peru. O local fotografado por muitos turistas é cercado por edifícios religiosos e palácios governamentais. Na praça de Lima, também chamada Plaza Mayor, pode-se observar uma característica marcante da arquitetura colonial desse país, que é a presença de balcões no segundo piso das edificações.

centro histórico de lima

A respeito do Centro Histórico de Lima, o mesmo é tombado pela UNESCO. Segui por suas ruas ajeitadas em direção norte, parando nas lojas de souvenires, onde fiquei bem satisfeito com o preço barato dos itens, mas por ter espaço limitado só pude levar um chullo (toca estilo Chaves) e pisco (bebida). Ambos acabaram sendo úteis ao longo dessa viagem, mesmo sem ter planejado.

historic centre of lima

Logo em seguida fica o parque La Muralla, com os resquícios das diferentes camadas de fortificação colonial do século 17, às margens do rio Rímac. Não há muito o que ver, mas ao menos não há cobrança de entrada.

la muralla

Para além da muralha há somente uma calha de rio e expressiva urbanização, por isso retornei pelo mesmo caminho. Enquanto presenciava a banda militar tocando no Palácio do Governo, fui entrevistado por um grupo de estudantes sobre o que eu pensava de Lima. Com meia hora de visita até aquele momento, não tive muito o que falar.

Por menos de 10 reais provei a culinária peruana mais típica possível: ceviche, que é um marinado de lima apimentado com peixe ou frutos do mar, e geralmente batata-doce e cebola; um prato feito de arroz, frango e batata, com quase nada de salada; cancha, um tipo de milho tostado usado como aperitivo; um litro de limonada para beber; mais ají (pimenta) à parte, para deixar a comida pegando fogo.

 

culinária peruana

Continuei andando pelas ruas da cidade, ganhando mais confiança quanto à segurança, minha maior preocupação inicial. Passei pelo bairro Jesus María e por parques urbanos sem graça alguma. A beleza das ruas foi aumentando conforme cruzava o bairro San Isidro até chegar ao turístico e ordenado Miraflores, 8 km depois.

Praias urbanas

Do alto do desfiladeiro há uma ampla e agradável visão das praias, como Waikiki e Pampilla, e do Oceano Pacífico abaixo.

praia de lima

Zona frequentada por turistas e locais, surfistas e parapentistas, impressiona também pela areia, composta por seixos escuros. E a água não é nada quente, apesar de Lima estar na mesma latitude do litoral norte da Bahia. Isso é culpa da corrente de Humboldt, que traz água da região Antártica.

litoral do peru

Caminhei em direção ao aeroporto enquanto o pôr do sol se aproximava, até ser levado por um taxista. Como estavam ocorrendo dois eventos na proximidade, passamos um longo tempo parados no trânsito. O engraçado é que esse motorista estava fazendo um serviço particular para um português que nem se importou em deixá-lo fazer um extra. E dali segui viagem.

Um ano depois retornei ao país, agora para explorá-lo de vez. O voo saindo de Porto Alegre, chegando em Lima e retornando de Piura custou 1600 reais pela Taca. Preço bom, se considerar que foi durante o carnaval.

Tomei um táxi até o Parque de la Exposición. No caminho, o trânsito sufocante e ensurdecedor das rodovias e avenidas peruanas (por que tanta buzina, ó céus!?).

Museo de Arte de Lima

O Museo (com O) de Arte de Lima estava recém abrindo quando cheguei (10 h). Paguei a entrada geral de 30 soles e passeei pelos seus corredores e salas refrigeradas que deram um alívio naquele dia quente, enquanto observava as esculturas, pinturas e outros tipos de artesanatos das civilizações pré-colombianas, praticamente uma prévia do que veria no resto da viagem. O museu ajuda a contar a história dessa nação pluricultural, desde os povos primitivos antecedentes à Cristo e à escrita até a conquista dos incas pelos espanhóis, com a arte fortemente influenciada pelos mesmos.

museu de arte de lima

Uma hora, no máximo uma hora e meia, é o suficiente para percorrer o museu. De lá, vaguei sem uma rota traçada até o terminal de uma das empresas de ônibus. No caminho, parei em um restaurante familiar para uma refeição típica completa que custou uns 8 soles.

Na hora devida, embarquei no veículo em direção ao litoral sul. Os ônibus da Cruz del Sur estão em um nível de qualidade (e de preço) acima das demais que conheci, além de ser a única que consegui comprar previamente pela internet. E assim fui vendo um filme no busão até chegar durante o pôr do sol no balneário turístico de Paracas, o que teve um custo de 55 soles pelo transporte.

Mapa das atrações turísticas de Lima

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