Dubrovnik town on Croatian coast from viewpoint

Litoral croata, Croácia

 

Litoral croata

De Bruxelas-Charleroi, eu, Tati e Tami voamos pela Ryanair até Rijeka na Croácia, por 20 euros cada. Na verdade, o aeroporto está na cidadezinha vizinha de Omišalj, que fica em uma ilha.

Na operadora Fleet alugamos um carro, o qual recebeu um upgrade grátis para o Peugeot 3008, e seguimos pelo aprazível litoral croata em direção ao sul. O custo para 4 diárias foi de 85 euros, fora a taxa de 7,5 euros por fronteira atravessada e os demais seguros cobertos pelo meu cartão de crédito. As estradas são muito bem cuidadas, mas mediante cobrança de pedágio. Destaque também para os vários ecodutos, que propiciam a passagem segura de animais sobre as rodovias.

Viaduct on Croatia highway with wildlife crossing

Por quase 2 horas seguimos entre o Mar Adriático e a cadeia de montanhas Velebit, que é a cordilheira mais longa da Croácia. Os relevos cársticos são protegidos pelos parque nacionais Sjeverni Velebit no norte e Paklenica no sul. Se tiver o tempo que não tivemos, recomendo que deem um pulo em uma dessas unidades de conservação.

Cordilheira de montanhas Velebit no litoral croata

Próximo a Zadar, paramos para almoçar uma pizza. Como os outros sabores tinham o mesmo preço, ficamos com uma vegetariana recheada de proteínas fúngicas.

Mushroom pizza at Croatia coast

Com a pressa, não chegamos a passar pelas diferentes atrações de Zadar numa praça à beira-mar: um órgão musical tocado pelo mar e um painel solar que se auto-ilumina à noite.

Split

Pouco mais de uma centena de quilômetros depois, encontramos meu amigo Paulo em Split, a segunda maior cidade da Croácia – ainda que tenha somente cerca de 200 mil habitantes. Caminhamos no calçadão até o Palácio de Diocleciano, patrimônio tombado pela UNESCO que contém ruínas da época romana. Aqui ficava a residência fortificada do imperador de mesmo nome, hoje um museu. Parte do mausoléu virou a Catedral de São Dômnio, a mais antiga do mundo a utilizar ainda sua estrutura original.

Catedral de São Dômnio e o Mausoléu de Diocleciano

Para visitar o interior do palácio-museu com alguns salões paga-se uma pequena taxa.

diocletian's palace catacombs

Seguimos viagem. Mais uma hora de direção e chegamos no posto de controle de fronteira da Bósnia. Atravessamos tranquilamente e sete quilômetros depois voltamos à Croácia. A Bósnia tem apenas essa pequena faixa que leva à única cidade costeira do país, Neum, resultado do Tratado de Karlowitz em 1699.

Dubrovnik

À noite, chegamos à cidade mais visitada da Croácia, a histórica capital da República de Ragusa, atualmente Dubrovnik. Fomos diretamente ao maior ponto de interesse, o centro histórico, onde estão de pé diversas construções e fortificações do Império Bizantino, que se tornaram Patrimônio Mundial da UNESCO em 1979. A cidade agora é mundialmente famosa devido ao seriado Game of Thrones.

Muralhas da cidade medieval de Dubrovnik no litoral croata

Passando pelos portões e muralhas, pisamos na Stradun, a principal via da cidade velha de Dubrovnik. Dentro ficam diversas construções de cunho religioso e museus, melhor vistas durante o dia. As edificações iluminadas colaboram com a agitada vida noturna desse lugar, com diversos bares, restaurantes e até balada. Só esperaria que os croatas fossem um pouco mais simpáticos.

Dubrovnik Old Town Stradun at night

Há uma infinidade de ruelas transversais a essa. No fundo fica a torre do relógio, e atrás a marina. Dormimos em um apartamento só nosso bem bom a algumas quadras dali, alugado pelo Airbnb.

No entanto, acordamos com uma surpresa desagradável: Nosso carro tinha sido guinchado! Como não havia estacionamento próximo, deixamos o veículo num local meio suspeito, apesar de não haver nenhuma placa expressando a proibição de parada. Ao menos a delegacia policial e a garagem de carros detidos ficava à distância de uma caminhada, mas não tivemos escolha em ter que pagar para retirá-lo…

Uma pena termos saído de lá com uma impressão meio ruim, pois o lugar é muito bonito, especialmente se visto de um mirante a sudeste da cidade. Em primeiro plano fica a cidade velha, com a atual no meio e fundo.

Dubrovnik town on Croatian coast from viewpoint

Logo depois, cruzamos facilmente a fronteira com um dos países mais novos do mundo, Montenegro, enquanto no sentido contrário a fila ia longe.

Dias depois, com milhares de km rodados, voltamos pelo interior da Croácia e dormimos em uma casa do Airbnb, em Omišalj, num lugar não muito fácil de achar.

Rua de Omišalj na Croácia

Pula

Ao amanhecer eu e Paulo deixamos o veículo e as garotas no aeroporto, e lá mesmo pegamos o ônibus da Autotrans até Pula, ainda no litoral croata. A viagem de mais de 2 horas tem o preço padrão de 89 kunas croatas (~44 reais), mas se você tiver sorte pode conseguir um assento disponível por 30 kunas.

Lá, caminhamos sob um sol forte por algumas ruínas de edificações antigas, como a Venetian Fortress, uma fortaleza no alto de uma colina que guarda o Historical and Maritime Museum of Istria. A entrada custa 20 kunas.

A seu lado fica um pequeno teatro clássico com bancada semi-circular, abandonado à própria sorte.

Pequeno teatro romano em Pula

À distância de uma caminhada há também a Arena de Pula, um Coliseu romano em menor escala, com 130 metros em seu maior eixo. Construído no primeiro século, possui entrada paga é de 50 kunas, um tanto cara. Com capacidade de 5 mil pessoas, é usado em eventos musicais e esportivos, e até mesmo encenações de duelos entre gladiadores no verão.

Monumento Romano Arena de Pula na Croácia

 

Para almoçar, lulas deliciosas e baratas em um restaurante pequeno próximo à rodoviária, onde fomos em seguida para nos direcionar ao aeroporto.

Squid dish at Croatia coast restaurant

Voamos por 61 euros até Oslo, através da melhor low cost europeia, a Norwegian, que tem até wi-fi grátis nos voos. Lá mesmo no aeroporto de Gardenmoen (Oslo) nós dormimos, esperando pelo voo matutino para a Islândia!

Mapa de atrações turísticas do litoral croata

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