victoria falls park zambia

Livingstone, Zâmbia

De Victoria Falls em Zimbábue, caminhei alguns km até a fronteira com a Zâmbia, passando pela centenária ponte ferroviária, onde os destemidos e endinheirados praticam bungee jumping. Isso quando a corda não se rompe.

bungee jumping victoria falls

Na imigração paguei pelo visto day tripper, que por 20 dólares dá direito a passar o dia no país, mas não é possível pernoitar lá.

Parque Nacional de Mosi-oa-Tunya

Logo depois da fronteira fica o Mosi-oa-Tunya, a porção zambiense do parque das cataratas, do outro lado do Rio Zambeze. A taxa de entrada desse é de 20 dólares.

entrada Mosi-oa-Tunya

Ainda que as vistas não sejam tão impressionantes na seca, há algumas trilhas que você pode seguir – uma delas leva até o nível do rio usado na prática do rafting, coisa que não acontece em Zimbábue.

zambezi river rafting

Nesse trecho há uma pequena mata de árvores perenes, que inclui palmeiras e passarinhos, como o pintadinho-de-peito-vermelho (Hypargos niveoguttatus).

Red-throated Twinspot

Os seres mais conspícuos em todo o parque são os lagartos, como esse calanguinho desconfiado.

zambia lizard

As plataformas das trilhas superiores levam aos paredões vazios da Zâmbia à direita, por onde deveria extravasar o Rio Zambeze.

victoria falls park zambia

Uma das principais atrações fica logo acima desses desfiladeiros, uma piscina natural à beira do penhasco conhecida como Devil’s Pool. Você fica a poucos centímetros de uma queda violenta sem proteção alguma.

devil's pool zambia

Na estação seca dá para ir caminhando por cima do paredão, banhar-se em outras poças e chegar perto sem ter que pagar a fortuna que custa a atividade anterior.

zambia victoria falls walking

Do lado de fora do parque há vários estandes de artesanato para se comprar souvenires. Se não tiver kwachas, vá com dólares mesmo.

Museu Livingstone

Almocei na lanchonete em frente à portaria e usei a tarde para passear pelo centro de Livingstone. A cidade é nomeada em referência ao importante explorador e missionário britânico David Livingstone, que entre muitas outras coisas foi quem “descobriu” e nomeou as Cataratas Vitória (Victoria Falls), em razão da rainha britânica daquela época.

Fui de táxi até o museu, já que o transporte público não chega no parque e são 9 km de estrada até lá. O Museu Livingstone é o maior e mais velho do país, além de ser baratinho.

Livingstone Museum

Possui um conteúdo razoável que abrange a história dos homens das cavernas, os ecossistemas da Zâmbia, a cultura dos povos tradicionais de lá e, por fim, a história do país até eventos recentes pós-independência. Só não espere um museu de última geração, pois nem cartões são aceitos para pagamento. Fotografias no interior são teoricamente proibidas, mas não há muita gente lá pra fiscalizar isso.

Museu Livingstone

Ao sair, embora não estivesse com muita fome, fui à organizada cafeteria ao lado do museu e não consegui conter a vontade de comer carne de caça, no caso o antílope impala. Pena que veio pouca e os acompanhamentos, que incluíam a massa branca de milho sem gosto que é a base alimentar de vários países, além de feijão e alguma verdura, não eram dos melhores.

culinária zâmbia

Como não havia outras grandes atrações ao redor, peguei o táxi de volta à fronteira e caminhei o resto do trecho com o sol já se pondo.

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