Luxor, Egito

Luxor, Egito

 

 

Tendo vindo de trem de Cairo à noite em 2013, ao amanhecer eu e meu amigo Paulo chegamos ao destino, as ruínas da antiga cidade egípcia de Tebas, patrimônio da UNESCO.

Dessa vez ficamos em um hotel 3 estrelas, pois o preço era similar (30 reais por cabeça naquela época), e pelo que me recordo não havia albergues lá, apesar de atualmente haver. Sentimos logo o impacto da umidade relativa quase nula. Os poucos dias que ficamos ali foram suficientes pra deixar meus lábios rachados pelo resto da viagem. Então, não façam como eu e tragam manteiga de cacau para amenizar esse problema.

 

Vale dos Reis

 

Atravessamos o Rio Nilo e embarcamos em uma excursão rumo ao Vale dos Reis, escondido entre as montanhas a poucos km da cidade. Após uma explicação breve do significado dos símbolos e da história do local, ficamos admirando as tumbas subterrâneas dos faraós, com as paredes desenhadas em suas câmaras abertas ao público. É um dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo, incluindo a tumba de Tutancâmon e sua maldição. Ainda hoje são encontradas novas tumbas, então vale a pena a visita. Paulo conseguiu tirar essa foto da tumba de Ramsés VI.

tumba vale dos reis

Na saída, vendedores tentavam desfazer-se desesperadamente de pequenas esculturas de baixa qualidade de pedra-sabão. Depois de recusar diversas vezes, chegamos a um preço tão absurdamente baixo que fui obrigado a comprar alguns. Os que não quebraram na viagem de volta, estão servindo como peso de papel.

Em seguida, fomos à falésia onde se localiza o templo da rainha Hatshepsut, local de um atentado em 1997 que destruiu parte do mesmo e matou 62 pessoas.

Hatshepsut temple

A seguir, nos levaram a um lugar onde faziam esculturas superfaturadas. Não deu certo a ideia, pois ninguém da excursão levou alguma coisa. Como tenho uma coleção geológica, dei umas moedas em troco de uns pedaços de alabastro, do qual se faziam as estátuas.

Mais adiante, paramos no templo mortuário de Ramsés III. Além de amplos portais (termo correto: pilones), salões e colunas parcialmente conservados, um detalhe legal desse templo é a preservação da coloração nas paredes e tetos, e a “tridimensionalização” das imagens.

vale dos reis

Finalmente, passamos por duas estátuas gigantescas com 18 m de puro quartzito, que são os Colossos de Mêmnon. Guardam a entrada do templo de Amenófis, ou melhor, guardavam, porque o templo desapareceu completamente devido às cheias no Nilo e à extração de seus materiais.

colossos de memnon

Templo de Karnak

 

Nos despedimos do grupo e voltamos a Luxor, onde continuamos o passeio em outro templo. Mais uma pseudo-guia nos acompanhou no grande Templo de Karnak, um grande terraço preenchido com obeliscos, pilares, as mais variadas estátuas, murais e até pichações do século 19. Um verdadeiro museu a céu aberto, apesar de que as informações em escrito eram poucas, talvez como uma forma de favorecer o uso dos guias locais.

Até a reencarnação de Anúbis estava por lá ocupando seu espaço.

temple of karnak

À noite o templo fica mais belo, com as luzes apontadas para os pontos mais relevantes, como esse pilone.

 

luxor egito

Depois de observar o sol se por à beira do Rio Nilo, sobre o Vale dos Reis, seguimos ao mercado, não sem antes sermos importunados inúmeras vezes por cocheiros que queriam a todo custo nos dar uma carona para algum lugar, mesmo que estivéssemos indo uma quadra adiante.

O interessante mercado de rua, vendia os mais variados artigos de vestuário, artesanato e alimentação. Como a viagem ainda seria longa e não queria carregar muito peso, apenas comprei um açafrão bem vagabundo e chá de hibisco. Já, Paulo, fez amigos.

mercado luxor

O dia seguinte começou com o frustrante passeio à Ilha das Bananeiras, uma ilha fluvial do Rio Nilo. A despeito de alguns pássaros, não vimos nada diferente lá, é um passeio típico pra gringos que moram em regiões temperadas fazer, então nem vale falar a respeito dele.

rio nilo

Voltamos ao barco e terminamos com uma volta no museu de Luxor, que possuía alguns artefatos interessantes que ainda não tínhamos visto.

No fim do dia pegamos o avião para Sharm El-Sheikh, uma Cancun islâmica que fica na península do Sinai, e que considero ter sido a melhor parte da viagem.

 

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