Neues Rathaus no Centro de Munique

Munique, Alemanha

 

Na estação de trem de Frankfurt, por 29 euros eu e Tati tomamos um trem de alta velocidade com destino a Munique. Bem confortável e com paisagens à vista, nem sentimos as 4 horas de duração.

Centro de Munique

O albergue Euro Youth Hotel, onde ficamos, está próximo à estação de trem, então foi tranquilo chegar nele. Os dormitórios atualmente custam a partir de 15 euros sem café, mas reserve com antecedência porque os quartos mais baratos enchem logo, ainda que no nosso só estivesse uma moça, que parecia estar morando ali.

À noite, caminhamos pelos bairros centrais. Prédios históricos, praças e igrejas eram o que predominava no local. Destaque para o edifício Neues Rathaus, riquíssimo em detalhes, que como descobri posteriormente não é uma igreja, mas a prefeitura, localizada na praça Marienplatz. Para chegar lá, passamos por muitas lojas de marca, de souvenires e vendedores de avelãs na rua.

Neues Rathaus no Centro de Munique

Em seguida, entramos em um shopping center para ter um jantar decente, ainda que nada barato. Depois, paramos na famosa (e lotada) cervejaria Hofbräuhaus. Dentro, o clássico chope, bandinha alemã, trajes típicos e carne de porco. Pedimos uma tábua de frios, mas não fomos muito felizes nessa escolha. Presunto cru, banha e outras coisas impalatáveis formavam o conteúdo do prato.

Cervejaria Hofbräuhaus em Munique

Na volta, o centro já estava deserto. Passamos por fora do Teatro Nacional e do palácio Residência de Munique (Residenz) no caminho.

Residenz at Munich Downtown

Olympiazentrum

Pela manhã, saltamos na estação de metrô Olympiazentrum e conhecemos o complexo da BMW. Em frente à fábrica e aos escritórios, fica um museu bastante interessante. Dentro, é contada de forma visual a história dos automóveis e motocicletas através da marca.

Museu da BMW

Além de um simulador de kart, há várias dezenas de veículos, desde o retrógrado calhambeque BMW 3/15 PS de 1930, passando pelo minúsculo Classic…

Carro minúsculo BMW Classic no Museu da BMW em Munique

…A radical moto F800 GS de enduro, o mais radical ainda carro de Fórmula 1 da Sauber pilotado por Piquet…

Carro de Fórmula 1 da Sauber de Piquet

…até os futuristas H2R a hidrogênio e o elétrico i8.

BMW i8 car inside BMW Museum at Munich

Junto ao complexo fica o parque olímpico, onde foram sediados os jogos de verão de 1972. Há uma grande área verde aberta ao público, com instalações esportivas, além do ginásio de atletismo e futebol, que requer o pagamento de uma entrada. Passamos o lago e subimos um morro para ter a vista do parque e da cidade. Uma vista melhor, só se subíssemos na Torre Olímpica (Olympiaturm), à direita da foto.

Munich Olympic Park

Estávamos famintos e não havia muito tempo para procurar restaurantes, o que nos levou a Pizza Hut às margens dali. Uma garçonete brasileira nos serviu: Mais uma que deixou o Brasil e só volta para cá nas férias, no máximo.

Centro de Munique

De metrô, chegamos ao Deutsches Museum, cujo prédio margeia o Rio Isar.

Deutsches Museum by Isar River at Munich

O ingresso de 11 euros é um pouco salgado pra quem chegou perto da hora de fechar. Por sorte, a recepcionista nos informou que quando estivesse faltando uma hora para o encerramento nós poderíamos tentar entrar de graça, pois as bilheterias fechavam. E assim conseguimos entrar sem pagar nada, embora tendo que correr para conhece-lo por inteiro.

Por dentro do museu de Munique, no salão dos transportes

De temática variada, fiquei mais interessado nos grandes meios de transporte trazidos em escala real pelo museu, e na parte que conta a história da conquista espacial. As luzes já estavam sendo desligadas quando chegamos quase ao final.

Máquina linotipo no Deutsches Museum

Na volta compramos a janta num mercado do metrô e consumimos no quarto do albergue. Foram cachorros-quentes; embora os salsichões sejam bons, aqui não tem nada dos extras que brasileiros estão acostumados, como milho e batata-palha. Isso deixa o prato meio seco, o que exige uma bebida – cervejas, logicamente, geladas ao natural no lado de fora da janela.

German Hot Dog

Descemos ao bar do hotel, para deliciar a sobremesa: Creme de avelã com cacau e… mais cerveja! A inusitada mistura com Augustiner Dunkel ficou bastante interessante, tanto que aguçou a curiosidade dos outros frequentadores do lugar, que vieram falar conosco. Também provaram e aprovaram.

Creme de avelã com cerveja alemã

Dachau

Depois de outro baita café-da-manhã do albergue, partimos para a estação central de trem, onde após comprarmos o bilhete diário ilimitado para a zona München XXL (8,8 euros) rumamos para Dachau, uma cidadezinha próxima a Munique onde ficava um dos principais campos de concentração da Segunda Guerra Mundial, e que serviu de modelo para os posteriores. Hoje há um memorial no lugar; parte das construções continua de pé. Para chegar lá é necessário pegar o trem S2 e o ônibus 726.

Dachau concentration camp entrance

A entrada no KZ-Gedenkstätte é gratuita. Basicamente é um enorme terreno cercado, com parte das construções ainda em pé, como as celas das prisões.

Celas do campo de concentração de Dachau

Para a maioria dos alojamentos há apenas o espaço marcado que ocupavam. Também há os prédios originais da administração, além dos templos de diversas religiões erguidos no local após a desativação do campo.

Campo de concentração de Dachau

Por fim, os crematórios, usados para eliminar de vez os prisioneiros torturados e assassinados.

KZ-Gedenkstätte Krematorium

Toda história está muito bem descrita em inglês e alemão com riqueza de detalhes, com objetivo de mostrar o quanto absurdo foi tudo aquilo para que não ocorra novamente.

Englischer Garten

Depois desse clima sombrio, paramos para comer uma salada e voltamos a Munique, para passear pelo Englischer Garten, parque urbano maior do que o Central Park de NY. Os agradáveis quilômetros de trilhas para cavalos, bicicletas e pedestres são preenchidos por florestas, gramados, lagos, rios e aves.

Parque urbano Englischer Garten de Munique

Devido à extensão e falta de tempo, vimos apenas metade do parque. Mas quando estávamos saindo pelo outro lado, presenciamos uma das cenas mais inusitadas da viagem: surfistas a 300 km da praia mais próxima, surfando num dos canais que corta o parque! Devido a um mecanismo de bombeamento, há uma onda permanente no local, o que atrai um grupo de praticantes dessa modalidade, e consequentemente turistas.

Surfe no Englischer Garten em Munique

Como o aeroporto de onde sai o voo barato da Ryanair fica em outra cidade, Memmingen, tivemos que pegar um ônibus especial, que custou 14 euros, um valor bem significativo considerando o preço do voo (32 euros). De dentro dele vimos um bonito pôr-do-sol e, à noite, embarcamos para a terra do Joaquim e do Manoel.

Mapa de atrações turísticas

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