Nova Iorque, NY, EUA

Nova Iorque, NY, EUA

 

 

Estive em duas ocasiões em Nova Iorque, a primeira delas em 2011 e a segunda em 2016. Na primeira fomos eu, meu chapa Tiago e sua amiga Fran. Ficamos albergados no Columbus Circle Hostel, um pouco caro mas super bem localizado junto ao Central Park.

Usando o eficiente metrô chegamos ao sul da ilha, onde pegamos a fila para ir à ilha onde fica apenas a bela estátua de cobre conhecida como a Estátua da Liberdade, presente da França de 1886, com 93 metros. Vale a pena admirá-la de perto.

estátua da liberdade

De lá, é possível ver o panorama urbano de Manhattan Nova York. Um quadro e binóculos ajudam a identificar os edifícios. Só precisam atualizar a foto do quadro, pois há duas torres gêmeas faltando na imagem real, né?

manhattan new york

No meio do caminho de volta, há uma segunda ilha, a Ellis Island, uma espécie de alfândega para onde iam os imigrantes que chegavam nos navios. Atualmente é um museu bem simples que conta a história desse processo.

ellis island museum

Passando pelos esquilos presentes na maioria dos parques, seguimos a outros destinos no centro, como monumentos e prédios jurídicos. Por fim, chegamos à Chinatown e seus letreiros ilegíveis. Ali conheci uma fruta rosa espinhenta chamada pitaia, mas só provaria e aprovaria seu sabor levemente doce alguns anos depois na Ásia. Acabei somente comprando um potinho com mirtilos, que adoro, e me despedi dos orientais.

chinatown nova york

Não lembro o porquê, mas passamos a noite em outro local, que também era próximo ao Central Park, mas uma baita de uma porcaria. Quase o mesmo preço do anterior, caindo aos pedaços e numa vizinhança barra pesada. Anotem o nome para não ficar lá: Central Park Studios.

 

Central Park

 

No outro dia, conhecemos o verdadeiro Central Park. O enorme parque urbano encravado em meio aos arranha-céus de Manhattan é o mais visitado do país. Dentro dele é possível fazer uma dezena de atividades, como trilhas no meio da vegetação, correr e pedalar ao redor do reservatório, remar no lago, avistar aves, brincar no playground, patinar no gelo durante o inverno, jogar softbol/beisebol no campo, entre outras coisas. Só o fato de caminhar ao redor dele já consome umas boas horas.

things to do in central park

Ainda ao redor dele, há alguns museus como o metropolitano de arte, o mais visitado de Nova Iorque. Apelidado de MET, possui coleções enormes de arte de todos os continentes que remontam a história humana desde a pré-história até os tempos atuais.

 

arte clássica

 

Achei especialmente interessante a seção das culturas da Oceania, cujo material base é a madeira, pois dificilmente são retratados em museus mundo afora.

 

oceania art

 

Outro é o incrível American Museum of Natural History. Fundado em 1869, é muito variado e contém uma coleção riquíssima. Desde esqueletos de grandes dinossauros, como se pode ver já na entrada, passando pela marcas deixadas pelo homem pré-histórico e as civilizações clássicas, tanto europeias, quanto americanas e asiáticas. Armas e outros artefatos do passado, maquetes representativas e até uma seção dedicada aos índios amazônicos.

manhattan nova york (6)

Caminhando um pouco pelas suas dezenas de salas, chega-se a uma parte que fala da biodiversidade, e que na época incluiu até mesmo anuros (sapos, pererecas e rãs) tropicais vivos em uma exposição temporária. Astronomia e geologia também não ficam de fora, há inclusive um meteorito de 15,5 toneladas! Enfim, se você aprecia ciências, história ou é curioso, vale muito a pena o passeio.

manhattan nova york (7)

À noite, uma volta aos pés do Rockefeller Center, complexo construído por essa família pioneira na extração de petróleo, em que a torre mais alta possui mais de 380 m. Embora seja possível subir no prédio, não o fizemos nessa ocasião, mas sim na seguinte.

Rockefeller Center

East Rutherford

 

As noites de diversão foram logo do outro lado da ponte que divide Nova Iorque com o estado vizinho Nova Jersey. Com um carro que alugamos, fomos a East Rutherford, mais precisamente no estádio MetLife, onde assistimos o show da turnê 360° do U2, aquele em que o palco gira. Até eu que não sou grande fã achei um showzaço.

u2 concert nj

O show da noite seguinte, na mesma cidade mas no estádio IZOD Center, foi o da Rihanna. Outra superprodução: a cada música o figurino e cenário mudava, assim como as danças sensuais. E no final apareceu o Jay-Z para fechar a viagem com chave de ouro cantando Empire State of Mind, um ode à Big Apple – apelido de Nova Iorque.

rihanna concert jay-z

High Line Park

 

A segunda viagem deu-se em julho de 2016, sendo a primeira que fiz após deixar meu emprego para viver viajando. Enquanto vagava pelo centro de Manhattan, acabei descobrindo por um acaso o High Line Park. Basicamente é um parque linear erguido sobre uma linha de trem desativada que passa entre os prédios da ilha. Com o primeiro trecho inaugurado em 2009, é um exemplo de reaproveitamento inteligente de espaços públicos.

parque high line

Contém facilidades de alimentação e higiene, jardins e obras de arte um tanto diferentes, como o homem de cueca.

homem de cueca

Para passar as noites, o albergue que escolhi foi o Jazz on the Park. Por 31 dólares, fiquei bem ao lado do Central Park. Pelo preço é um hostel decente, o único problema que averiguei é que o wi-fi não chega aos pisos superiores, e eles são muitos e apenas acessíveis por escada.

 

New York City Pass

 

Comprei o New York City Pass, que me deu um bom desconto para visitar uma série de atrações que ainda não tinha conhecido. Mas ainda assim faltou tempo para ir em todas elas. Comecei junto às colegas de quarto indianas Akansha, Nikita e Neelakshi pelo Top of the Rock, o mirante acima do Rockefeller Center. O lugar disputa com o Empire State Building (outra atração incluída no passe) o título de melhor vista de Manhattan. É realmente impressionante o visual em 360º lá de cima, sem interrupções. Melhor ainda se for visitado durante o nascer ou pôr do sol, períodos em que fica lotado.

 

central park view

 

De lá, segui a pé para o Museu Intrépido do Mar, Ar & Espaço, situado no interior de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial, que encontra-se atualmente ancorado e desativado. Aeronaves reais em seu deque não faltam.

Museu Intrépido do Mar, Ar & Espaço

No interior, há muito mais conteúdo, como as salas originais dos compartimentos do navio e atrações interativas. Localizar-se é um pouco confuso, em virtude da configuração da embarcação e seus diversos níveis. A plataforma do porta-aviões é tão grande que há até mesmo uma nave espacial sobre ela! Pago à parte, um galpão contém a Enterprise, o primeiro ônibus espacial americano. Renomeado em homenagem à nave da série Jornada nas Estrelas, ela de fato nunca fez um voo para fora da órbita terrestre.

enterprise space shuttle

Essa porção do museu relata a história por trás do programa de ônibus espaciais da NASA, que depois de tantas conquistas e fracassos catastróficos foi aposentado em 2011. Parece que a Rússia venceu a corrida espacial, já que seus foguetes, mesmo com décadas de uso, estão firmes e fortes em operação.

Parada para um lanche rápido no 2 Bros Pizza, que fica próximo à Times Square e vende fatias de pizza de queijo a 1 dólar.

1 dollar pizza

Continuei por um dos cruzeiros da Circle Line, mais precisamente o mais longo, que dava a volta em toda Manhattan. Cheguei alguns minutos antes no primeiro horário do dia seguinte e embarquei sem filas.

Todo o caminho é narrado em inglês, para que você possa saber o que são os prédios que está vendo. Entre as vistas mais interessantes, incluem-se a Estátua da Liberdade, as pontes e ilhotas, uma inesperada área de mata preservada no lado norte e as linhas contínuas de arranha-céus.

manhattan skyline

Outras inclusões do City Pass são o Museu Americano de História Natural e o The Metropolitan Museum of Art, já descritos na parte sobre o Central Park.

A noite foi de comemoração. Zilhões de turistas e americanos aglomeraram-se ao redor da ponte do Brooklyn para observar por quase meia hora os fogos de artifício em comemoração ao 4 de julho, data da independência dos Estados Unidos. Bonitos e variados, mas faltou um sonzinho para acompanhar. E as filas intermináveis para retornar pelo metrô também não foram muito agradáveis.

fogos da independência americana

Jamaica Bay Wildlife Refuge

 

Antes de regressar ao Brasil, não pude deixar de conhecer um parque natural voltado à conservação de aves – mais de 330 diferentes já foram registradas. Ainda que seja gratuito, o ambiente estuarino localizado próximo ao aeroporto internacional e acessível por metrô, o Jamaica Bay é praticamente desconhecido.

 

parque jamaica bay

Praticamente vazio, foi bastante agradável caminhar em sua trilha e testar minha recém-adquirida câmera mirrorless Sony A6000, em conjunto com a lente 55-210 mm do kit e o teleconversor Olympus de 1,7x. Fiquei satisfeito com os resultados iniciais, tanto para alvos terrestres, como essa tâmia…

 

tamias

 

…quanto aéreos, no caso desse trinta-réis-boreal (Sterna hirundo).

Sterna hirundo

E assim retornei para casa, com a certeza de que havia muito mais a explorar ao redor de Nova Iorque. Fazer o que, fica para uma próxima 😉

 

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