Cabras-de-leque (Antidorcas marsupialis) e abetarda-gigante (Ardeotis kori) em savana do Parque Nacional Etosha

Etosha, Namíbia (Safári)

 

O Parque Nacional Etosha é uma área protegida ao redor de um grande salar e de savanas, onde centenas de espécies de aves, mamíferos e répteis habitam e são observados facilmente durante safáris.

Sâsa Safari Camp

Vindos da região de Damaraland, eu e meus colegas chegamos em nossos carros alugados apenas na virada do dia no Sâsa Safari Camp. Situado no povoado de Outjo, tivemos sorte de ainda ter alguém para nos receber aquela hora. Pagando 508 NAD (~125 reais) por pessoa com café da manhã, dormimos em quartos duplos sobre camas de alvenaria e com banheiros privados.

Quarto no Sasa Safari Camp

Tomamos nosso café tranquilamente enquanto usávamos o wi-fi na silenciosa e vazia área externa.

Área externa do Sasa Safari Camp

No meio do nada, a própria hospedagem oferece trilhas para observação de fauna, mas tínhamos planos maiores, então seguimos rumo ao norte.

Parque Nacional Etosha

Rodovia asfaltada até a entrada do Parque Nacional Etosha. No caminho, já vimos girafas e alguns pássaros. Ingressamos pela portaria Okaukuejo, onde também fica um restaurante, centro de visitantes e pousada de luxo. Lá fizemos um safári auto-guiado, ao custo de 80 NAD por pessoa mais 20 NAD por carro.

Portaria Okaukuejo do Parque Nacional Etosha

O início foi empolgante, com o avistamento de muitos animais espalhados pelos diferentes ambientes abertos do parque, que fazem parte do bioma savana. Os bichos mais conspícuos são os diversos tipos de antílopes, como as cabras-de-leque (Antidorcas marsupialis) que dividiam a cena com a solitária ave terrestre abetarda-gigante (Ardeotis kori).

Cabras-de-leque (Antidorcas marsupialis) e abetarda-gigante (Ardeotis kori) em savana do Parque Nacional Etosha

Outro antílope comum no Etosha, mas quase inexistente fora da região, é a impala-de-face-negra (Aepyceros melampus petersi). Flagrei um momento em família, onde a mãe (sem chifre) cuidava de suas crias ao redor de um solo pedregoso.

Impala-de-face-negra Aepyceros melampus petersi fêmea com filhotes

Poças de água intermitentes alimentadas pelas chuvas são bons pontos de observação de mamíferos, visto que eles precisam beber com uma certa frequência. Num deles, avistei um órix (Oryx gazella), grande antílope com chifres longos.

Órix bebendo água no Etosha

Só a grande planície salgada central que estava meio inabitada, mesmo com uma fina camada de água. Mas próximo, vimos um grupo de flamingos se alimentando.

Salar de Etosha

Enquanto rodamos de carro, víamos um número significativo de zebras. Mas essa não é a que se encontra nos zoológicos por aí. As zebras-de-burchell (Equus quagga burchelli) são facilmente distinguíveis pelo padrão das listras, que não fica apenas entre preto e branco, mas inclui faixas pardas entre as demais cores. Também há zebras-da-montanha no parque, mas estão restritas às porções mais a oeste, onde não estivemos.

 zebras-de-burchell (Equus quagga burchelli) em Etosha

Não podíamos deixar de ver os grandes predadores terrestres. Apesar de haver guepardos, leopardos, leões e outros carnívoros menores, nesse primeiro dia vimos com muito custo apenas uma dupla de machos do leão da subespécie sulafricana (Panthera leo melanochaita), descansando atrás de uma área de savana mais densa.

Dupla de leões (Panthera leo melanochaita) machos no parque Etosha

Em relação às aves, vimos algumas de rapina, como gaviões, falcões e águias, além dos pequenos e coloridíssimos da Ordem Coraciiformes, como o abelharuco-europeu e o rolieiro-de-peito-lilás (Coracias caudata) da foto seguinte.

rolieiro-de-peito-lilás (Coracias caudata) no Parque Nacional Etosha

Passamos também por gnus, vacas-do-mato e mangustos. Há dezenas de rotas a seguir, com nomes sugestivos como Rhino Drive (não vimos nenhum rinoceronte), mas depois de pouco tempo as espécies começam a se repetir ou até não aparecer, ao menos na estação chuvosa, onde tudo fica verde. De fato, esse era o período de chuvas, conforme um temporal que se armou no final da tarde, nos pegando em cheio na estrada de terra.

Chuva na paisagem verde do Parque Nacional Etosha

Pouco depois, deixamos o parque pelo portão Namutoni, no lado oposto ao que entramos.

Emanya@Etosha Game Lodge

Nossa hospedagem da vez foi o luxuoso Emanya@Etosha Game Lodge, pois não havia mais nada em conta tão perto da portaria.

Emanya@Etosha Game Lodge

O lugar é impecável não só para os padrões africanos. Olha só o tamanho do banheiro da cabana dupla em que ficamos.

Banheiro do Emanya@Etosha Lodge

Os 600 NAD pagos por cada um (graças a uma baita promoção) nos deram direito a um café da manhã substancial. Rodamos mais umas horas pelo parque, vendo de novo apenas um chacal-de-dorso-negro (Canis mesomelas mesomelas) e outras aves grandes.

chacal-de-dorso-negro (Canis mesomelas) no parque Etosha

Isso deixou o resto do pessoal, que não era biólogo como eu, meio decepcionado. Almoçamos na portaria e voltamos pela rodovia 81 para Windhoek, um trajeto com movimento considerável.

Mapa dos pontes de interesse de Etosha

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