Pltvice Lakes National Park from viewpoint

Lagos de Plitvice, Croácia

 

De Bihác, no interior da Bósnia, atravessamos à noite a fronteira para a Croácia em Ličko Petrovo Selo. De lá, prosseguimos até o vilarejo de Selište Drežničko na Croácia, onde um casal italiano nos recebeu de braços abertos na Pousada House Špehar. Como estávamos em 4, os 70 euros do quarto quádruplo compensaram.

Parque Nacional dos Lagos de Plitvice

Acordamos cedo para visitarmos o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, mais um da série da UNESCO. Para quem vem de fora, fica a 130 km de Zagreb, a capital croata, e 240 km de Split, a segunda maior cidade do país.

Apesar de estar aberto há poucos minutos, a fila na bilheteria da entrada 1 (há duas) já estava razoavelmente grande.

Plitvice Lakes National Park entrance gate

Tivemos que pagar 180 kunas (~90 reais), o ingresso mais caro, pois era alta temporada. No inverno chega a cair para apenas 55 kunas, e as paisagens são completamente distintas, visto que há neve por todo lado e as cachoeiras congelam!

Dos cerca de 20000 hectares de regiões montanhosas formadas principalmente pelas rochas dolomito e calcário, cuja dissolução e sedimentação formou uma bela sequência de lagos e cachoeiras, apenas uma parte é acessível. O que torna o parque tão especial é a variedade nas tonalidades de verde e azul, causada pelos minerais e organismos contidos na água e pela posição do sol. Como há trilhas também no alto, se consegue ter algumas vistas amplas e incríveis.

Pltvice Lakes National Park from viewpoint

Descendo as escadarias, a paisagem composta por lagos coloridos límpidos e transparentes, areia branquinha e vegetação íntegra e submersa também não deixam nada a desejar. Essa região é referida como Lower Lakes, ou lagos inferiores.

Plitvice Lakes National Park Lower Lakes

Uma vista ainda melhor dessa porção do parque é a Veliki Slap (Big Waterfall), a maior cachoeira do parque, com 78 m de queda. Ainda tivemos a sorte de presenciar um arco-íris nela.

Arco-íris na Veliki Slap, a maior cachoeira do Parque Nacional dos Lagos de Plitvice

Outro destaque são os cogumelos, presentes em suas mais variadas formas ao longo das trilhas.

Cogumelos rosados em tronco no Parque Nacional Plitvice Lakes

Para acessar os Upper Lakes (lagos superiores) sem sair do parque basta entrar em uma balsa. Está inclusa no ingresso, mas não opera no inverno. Desembarcamos na continuação da trilha cerca de 1 km e meio do píer de onde embarcamos. Lá caminhamos mais um bocado.

Quanto aos animais do parque, a probabilidade de ver um mamífero de médio ou grande porte é pequena. Entre os vertebrados, vimos alguns peixes, anfíbios…

Sapo em Plitvice Lakes

…Répteis, como essa pequena e inofensiva cobra-dado (Natrix tessellata) que cruzou nosso caminho…

Cobra-dado (Natrix tessellata)

…E aves, como o passarinho aquático melro-d’água (Cinclus cinclus), que na hora do registro insistentemente mergulhava a cabeça em busca de algum inseto e logo em seguida agitava suas penas para tirar a água acumulada.

Melro d'água tirando a água do corpo

Apesar dos acessos estarem em ótimas condições, a sinalização confunde um pouco, como no caso em que eu e Paulo nos perdemos das gurias porque os dois caminhos de uma bifurcação indicavam a mesma trilha. Mas fora isso, vale muito a visita ao parque.

Ao final, voltamos aos lagos inferiores. Lá, entramos em uma pequena caverna dentro da área de visitação, chamada Šupljara. Estalactites e outros espeleotemas são visíveis, junto com invertebrados como aranhas e mariposas.

Estalactite em caverna dos lagos de Plitvice

Na caverna, encontramos também as conterrâneas Laisa e Maria Júlia. Com o sol já se enfraquecendo, no bar do parque fomos todos degustar cervejas croatas, que passaram no teste.

Bebendo cerveja no bar do parque de Plitvice Lakes na Croácia

Seguimos por mais uma noite na estrada, até chegarmos à hospedagem caseira próxima ao aeroporto de Rijeka, no litoral da Croácia.

Mapa dos pontos de interesse do Parque Nacional dos Lagos de Plitvice

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