Compay Hostel en la playa de Punta del Diablo

Punta del Diablo, Uruguai

 

Punta del Diablo

Dez anos desde minha primeira viagem ao país, em um feriadão de abril de 2014 retornei ao Uruguai. Dessa vez em uma excursão organizada pela empresa TripTri de Porto Alegre. Eu e minha amiga também bióloga Raquele nos unimos a um bando de desconhecidos. A longa viagem até Punta del Diablo em um, pasmem, micro-ônibus, levou a noite toda, muito mal dormida por causa da falta de espaço. Para piorar, a primeira impressão do colorido Compay Hostel, nossa hospedagem, não foi muito boa (ressalto que foi só a primeira), principalmente para quem era novato em albergue.

Compay Hostel en la playa de Punta del Diablo

Mesmo assim, chegamos com vontade e logo saímos para explorar as ruas quase vazias do balneário de Punta del Diablo. O sol acalentava agradavelmente enquanto errávamos pelos areais que nos conduziam a sobrados com estilos bastante diferentes dos nossos. Era possível perceber a tranquilidade do lugar na ausência de muros, cercas e grades (o asfalto também era ausente).

arquitetura punta del diablo

O grupo com cerca de 15 pessoas se dividiu em dois, escolhendo diferentes restaurantes para almoçar. Os preços eram um pouco mais salgados do que o esperado; aliás, só o preço era assim, pois segundo meus colegas faltava tempero nas refeições. Como praticamente não uso sal, não tive problema com isso. De diferente só provei os bolinhos de alga, parte da comida típica local, que gostei.

Para digerir a comida, segui até a praia procurando seres nos costões, até que observei pela primeira vez a bela anêmona Bunodosoma cangicum.

bunodosoma cangicum anemona

Voltando à praia, algumas pessoas lagarteavam na areia, enquanto poucas encaravam o mar levemente gelado. Eu mesmo fiquei só observando e apreciando a paisagem.

beach playa praia

Ao final da tarde, provei outra iguaria espanhola, a empanada. À exceção da de peixe, as demais estavam bem apetitosas.

Já à noite, eu e mais alguns escolhemos um dos poucos lugares abertos no centrinho de Punta del Diablo para nos sentar. O local era o bar de reggae (ritmo onipresente em locais bastante frequentados por mochileiros) Mandala Mandela. Apesar de pequeno, o som contagiante e os mojitos anti-diabéticos (tinham demasiado açúcar) animaram as conversas por algumas horas, quando então fomos para a balada, que deveria ficar a poucas quadras dali.

mandala mandela reggae bar

Muitas quadras depois, chegamos ao local, frequentado mais por brasileiros do que os nativos.

No dia seguinte parti em uma jornada solitária até uma praia ao lado, La Viuda, onde ficava um pequeno farol, em Punta Palmar. A longa caminhada sob o sol me rendeu algumas queimaduras apesar da proteção do chapéu, mas pelo menos pude observar algumas aves, como papagaios e falcões, quando me embrenhei pela restinga no retorno.

farol playa viuda

O pôr-do-sol foi passado em conjunto na praia que ficava do lado oposto, a Playa Grande, onde alguns integrantes arriscaram um banho. À medida que o sol diminuía, o frio aumentava. Para esquentar, nada como um bom vinho na área de convivência do hostel. Melhor que isso, caipirinha de vinho! Botei as mãos na massa e, modéstia à parte, minha bebida teve ampla aceitação do público feminino.

compay hostel punta

Parque Nacional de Santa Teresa

No próximo dia foi a vez de conhecer o Parque Nacional de Santa Teresa, em que fica a fortaleza de mesmo nome. A bela construção rochosa pentagonal do século 18 apresenta-se bem conservada, com todas as suas estruturas, incluindo museu.

fortaleza santa teresa

Além das muralhas, contém outras estruturas defensivas, como canhões e bastiões.

canhão santa teresa

O melhor fica a sua volta, na área verde do parque. Apesar de ter sido reflorestada com muitas espécies exóticas, é um lugar agradável para um passeio de bicicleta, embora falte certa infraestrutura nas áreas de camping, onde fizemos aquele salchipão e passeamos em meio a uma trilha que apresentava algumas espécies estranhas, como esse fungo.

fungo parque santa teresa

Para complementar o visual, possui um jardim botânico e uma área para observação de aves, entre outras coisas.

parque santa teresa

O maior espetáculo, no entanto, foi o pôr do sol na despovoada e pristina Laguna Negra, onde terminou o passeio. A imagem fala por si só.

laguna negra sunset

Mapa dos pontos de interesse de Punta del Diablo

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14 comentários sobre “Punta del Diablo, Uruguai

  1. Com Raquele Marin, Claudia Cristina, Alekson Lehnen Fortes, Angela Gazola, Juliano Spolidoro Milesi, Matheus Becker Stiehl, Richard Machado, Kelly Gross, Denise Carvalho, Ariel Farias, Juliana Koch, Daiane Steinert, Roseli Oliveira, Mino Sorribas, Gabriel Celestino, Anelise Hüffner, Ricardo Grazioli

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