Skaftafellsjökull moraine at Vatnajökull National Park

Região Leste, Islândia (Vatnajökull)

 

Parque Nacional Vatnajökull

Eis que surge no fundo do cenário, separado por duas montanhas, um descomunal extravasamento de solo e rochas junto com uma geleira, o que se chama tecnicamente de morena.

Morena glacial no Parque Nacional Vatnajökull

Havíamos nos aproximado da maior massa de gelo da Europa em volume, no Parque Nacional Vatnajökull. Chega a ter 1 km de espessura! Ao entrarmos na sede do parque, seguimos a trilha até a geleira Skaftafellsjökull, com seu próprio lago onde boiam icebergs em constante criação e destruição. Como nunca tinha pisado em uma, saltamos pelos riachos que desaguavam dela até atingirmos os blocos mais externos de gelo sujo. Como se estende a quilômetros de profundidade não avançamos muito, pois é arriscado caminhar em geleiras sem conhecimento, não estávamos com crampons (grampos para os calçados) e o sol já estava baixo.

Skaftafellsjökull moraine at Vatnajökull National Park

Acabou passando batido, mas o parque tem outra atração tanto quanto interessante, que é a cachoeira Svartifoss, formada por colunas escuras de basalto. Pequenas trilhas levam até ela e ao mirante Sjónarnípa.

Usamos as mesas externas da sede para jantar a comida de supermercado e usamos o wi-fi do centro de visitantes já fechado. Caso um banho fosse necessário (eu já havia tomado num rio) custaria 500 coroas islandesas (~14,7 reais) e a eletricidade 1000 coroas. Já o espaço para acampar tem o preço de 1700 coroas e a cabana 6500.

Para evitar essas taxas, decidimos estacionar o carro na rua mesmo. Quando achamos um ponto bom, coincidentemente lá estava o trailer que nos salvou novamente! Enquanto tomávamos uma cerveja dentro do carro, notei que havia algo diferente no céu, onde quase não se via estrelas devido à lua cheia. Primeiro surgiu um raio branco cruzando de um lado a outro. Depois, transformou-se em um rastro de cometa. Ao mudar de forma para uma onda, tive a certeza de que era a tão sonhada aurora boreal! Gritamos de alegria tão alto que acordamos os vizinhos, que também se uniram a nossa comemoração. É quase impossível ver uma aurora durante o verão e com lua cheia; mesmo assim, durante quase uma hora a onda dançante de coloração branca a verde clara apareceu e sumiu do céu. Pena não ter conseguido uma foto melhor, mas a recordação daquele momento já está valendo.

Aurora boreal na Islândia durante verão e com lua cheia

A fim de ganhar terreno, nos revezamos na direção. Quando acordei já estávamos na laguna glacial Jökulsárlón.

Jökulsárlón é um lago glacial da Islândia

Em meio a diversos icebergs, abundam aves marinhas e focas, ansiosos pelos peixes que são levados pelas marés até o ambiente protegido. Reparem nos olhos dessa foca-comum (Phoca vitulina): ela não está cega, pois o que há ali é uma membrana translúcida chamada de nictitante, que tem a função de proteger os olhos como uma pálpebra ao mesmo tempo em que permite ao animal continuar vendo.

Foca Phoca vitulina no lago Jökulsárlón

O Parque Nacional Vatnajökull também tem ficado conhecido nos últimos anos pelas estonteantes (e perigosas) cavernas de gelo que abriga. Sem saber onde estavam, pois mudam de forma e localização a cada poucos anos pelo movimento da geleira, não iríamos pagar cerca de mil reais para visitá-las. Ficou para uma próxima, então.

Leste da Islândia

Já no lado leste da ilha, subimos pelo litoral a partir da cidade de Höfn, onde você pode adquirir suprimentos e auxílio. Pela hora seguinte a estrada seguiu cercada por escarpas de um lado e lagunas costeiras do outro, onde cisnes, mobelhas, patos e outras aves aquáticas se alimentam. Como boa parte foge para latitudes menores em outras estações, o verão é a melhor época para vê-las.

Coastal lagoon Iceland

Paramos ao encontrar no meio do nada uma banheira de água quente, e bota quente nisso. Não perdemos a oportunidade para tomar aquele banho grátis. Veja aqui onde ficam as outras muitas piscinas térmicas da Islândia.

Matheus Hobold Sovernigo tomando banho em piscina térmica na Islândia

Logo em seguida fica a obra de arte Eggin í Gleðivík. São 34 réplicas de ovos que representam as espécies de aves locais. E em continuação a cachoeira Sveinsstekksfoss.

Nessa hora cortamos caminho, saindo da rodovia 1 para a estrada 939. Subindo a montanha, passamos por áreas com manchas de neve. Dei uma pisadinha por lá antes de prosseguir.

Mais umas horas de estrada, atravessando uma ponte na maior cidade da região, Egilsstaðir, até chegar na Região Nordeste, onde outras fortes emoções nos aguardavam…

Mapa dos pontos de interesse do Leste da Islândia

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