Anfiteatro romano de Itálica em Santiponce

Sevilha, Espanha

 

Prédios tombados pela UNESCO, ruínas romanas, tapas e eventos culturais fazem parte de uma das maiores cidades espanholas.

Por volta das 8 da manhã eu e Tati subimos no ônibus de Faro com destino a Sevilha. Mesmo sem ter que parar na fronteira, a viagem durou 3 horas e meia. Chegamos ao calorão, almoçamos e, na frente da rodoviária, conseguimos pegar um ônibus comum para o aeroporto, onde tínhamos reservado um carro. Com a solicitação antecipada, conseguimos pagar apenas 12 euros por dia na InterRent, a mesma locadora que usamos em Portugal. Por esse preço, era para recebermos um veículo do tipo econômico, mas tivemos a sorte de ganhar um upgrade gratuito para um Fiat 500L!

Matheus Hobold Sovernigo Fiat 500l Sevilla

Santiponce

Antes de parar em Sevilha, fomos ao município vizinho de Santiponce, para visitar as ruínas romanas do Conjunto Arqueológico de Itálica. Ela foi fundada em 206 a.C. para abrigar os soldados romanos feridos na batalha de Ilipa, em que o exercito cartaginês foi vencido. Itálica foi o lugar de nascimento dos imperadores Trajano e Adriano.

Para variar chegamos faltando uma hora. Pagamos a modesta taxa de entrada (1,5 euros) e corremos. A principal e mais bela estrutura é a do enorme anfiteatro. Com 25 mil lugares, foi um dos maiores do império. Ao caminhar por dentro, dá para sentir o clima dos duelos com gladiadores. E se você é fã do seriado Game of Thrones, com certeza reconhecerá o cenário do Dragonpit.

Anfiteatro romano de Itálica em Santiponce

Há ruínas de outras edificações ao redor da colina, como pisos e pilares, e a casa de água, mas nada tão bem conservado. Objetos incluem obras de arte e utensílios.

Romans ruins of Italica at Santiponce

Fora do sítio principal há outros 2 pontos na cidade com resquícios desse passado, mas que durante nossa visita estavam fechados.

Santiponce ruins

Centro de Sevilha

Voltando para Sevilha, veio o drama do estacionamento. Rodamos cerca de uma hora até desistir e deixar o carro a mais de um quilômetro de nossa hospedagem. As vielas do centro são quase impossíveis de serem percorridas por carro e ainda pior estacionadas.

À noite, foi a vez de conhecer o centro histórico da cidade, onde turistas caminhavam em bando pelas ruas de pedra, cercadas por edifícios baixos com varandas em frente.

Sevilla historic downtown

O maior destaque arquitetônico é a Catedral de Sevilla e seu campanário mouro chamado de Giralda (patrimônio da UNESCO).

Catedral de Sevilla y Giralda

Há dezenas de outros prédios no mesmo estilo pela região, também iluminados. Entre esses, o Palácio Real Alcázar, a Torre del Oro, e não poderia esquecer da Basílica de la Macarena (Heeey, Macarena!).

Caminhamos bastante enquanto procurávamos um lugar para jantar, pois os tapas, clássico aperitivo local que pode ter tudo quanto é ingrediente em sua composição, estavam salgados, não só no gosto como também no preço. Quase desistindo da missão, tivemos a sorte de esbarrar com a lanchonete do 100 Montaditos, franquia espanhola que possui uma centena de opções de mini-sanduíches com sabores diferentes a cerca de 1 euro. Foi um baita de um achado esse lugar. Apesar do chope não ser dos melhores, se comparado ao alemão, os tapas (sanduíches) são bons e baratos.

Tapas no 100 Montaditos de Sevilha

Dormimos bem no meio do centro, no albergue Traveler’s Inn Seville, por somente 10 euros cada.

O outro dia foi de pegar a estrada. Seguimos em direção sudeste, passando por plantações, parques eólicos e depois por belas paisagens no Parque Natural Los Alcornocales até o território de Gibraltar!

Aerogeradores perto de Sevilha

Ao retorno de Gibraltar, no Prado de San Sebastián estava ocorrendo o Festival Intercultural de las Naciones, onde barracas de dezenas de países, incluindo o Brasil, vendiam alimentos e artesanatos. Esse evento ocorre anualmente em algumas cidades espanholas.

Estandes do Festival Intercultural de las Naciones

Ficamos lá por um tempo. Depois de comprar souvenires e comer, assistimos aos shows com bandas de diversas partes do mundo que lá tocavam, terminando nossa visita.

Palco com show no Festival Intercultural de las Naciones em Sevilha

Mapa de atrações turísticas

O destino posterior? Nada menos que Ilhas Canárias!

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