akapana

Tiahuanaco, Bolívia

 

Tiahuanaco

Esse dia de fevereiro de 2016 foi iniciado com o tour a Tiahuanaco ou Tiwanaku, reservado no dia anterior no terminal rodoviário de La Paz, por ser um pouco mais barato. O transporte+guia+entrada+almoço custou 180 bolivianos (86 reais). Cerca de uma hora e meia após a saída, chegamos ao sítio arqueológico tombado pela UNESCO.

Assim que saímos do ônibus desabou uma chuva do capeta. Sorte que estava com meu conjunto à prova d’água Frogg Toggs, que embora pareça papel crepom, é razoavelmente barato, leve, compacto e cumpre muito bem a sua finalidade.

Essa que foi uma das civilizações mais antigas da América, surgida ao redor de 1500 a.C., expandiu-se ao redor do Lago Titicaca até boa parte do Peru, Bolívia e norte do Chile. Possuía arquitetura e arte impressionantes para a época.

Infelizmente extinguiram-se sem explicação por volta de 1000 d.C., antes da chegada dos incas. Como não usavam a escrita, não deixaram registros para a posteridade. O pouco que se poderia conhecer foi dilapidado por ladrões e restaurações malfeitas ao longo dos últimos séculos.

Os Tiahuanaco acreditavam que havia 3 mundos, mostrados na foto seguinte pelas principais construções do centro cerimonial: pirâmide Akapana (mundo de cima, representado pelo condor), templo de Kalasasaya (mundo do meio, representado pelo puma) e templo semi-subterrâneo (mundo de baixo, representado pela serpente).

tiwanaku

A pirâmide de Akapana, um dos maiores edifícios dessa cultura, tinha originalmente 7 andares de paredes de arenito esculpido e um perímetro de 800 m. Acredita-se que foi usado como um local de culto, pois em seu topo havia uma cruz.

akapana

Sobre o templo de Kalasasaya, o que restou foi uma quadra vazia, com paredes, um monólito e portais, como o do Sol da imagem a seguir. Nele encontra-se a figura de Viracocha, a divindade maior.

puerta del sol

Já no templete semi-subterrâneo ficava a maior escultura antropomórfica, que foi deslocada para um museu próximo. Hoje há 3 pequenos pilares ao centro, mas o que chama a atenção são as muitas cabeças de pedra que conformam o muro. Representam diferentes faces, e uma delas assemelha-se a um alienígena.

templete semi-subterrâneo

Passamos ainda pelos museus Lítico e Cerâmico, que visualmente contam um pouco mais da história dessa cultura. No primeiro encontra-se o monólito Bennett, uma besta de 7,3 metros de altura e 20 toneladas de puro andesito, rocha típica da região. É uma pena não ser permitida a fotografia.

Hora do almoço. O único restaurante oferece um buffet fraco, mas para compensar tem uma opção interessante de proteína animal: lhama! Claro que não perdi a oportunidade de provar. Tem um gosto similar à carne bovina, só que é mais magra.

Puma Punku

O último trecho foi o sítio de Puma Punku, também pertencente à civilização Tiahuanaco mas um pouco afastado das demais construções. Estruturas megalíticas repousam sobre o local, trazidas de terras distantes.

puma punku

Ainda hoje em dia não se tem explicação de como foram feitos os cortes precisos nas duras rochas de andesito, já que os Tiahuanaco só dominavam as ferramentas de bronze, incapazes de moldar esse tipo de rocha para o encaixe das mesmas. Nem mesmo o Império Inca chegou a forjar o ferro. Será que eles tiveram uma mãozinha dos alienígenas representados no templo anterior?

engenharia tiahuanaco

Enquanto imaginávamos como as coisas ocorreram no passado remoto, tomamos o ônibus de volta. Ao retornar, embarquei na longuíssima jornada de mais de 16 horas de ônibus até outro patrimônio da humanidade, a cidade de Cusco. A viagem incluiu uma passagem nada desejada pela fila quilométrica na fronteira de Desaguadero. Tudo para economizar dinheiro, já que paguei apenas 26 dólares pelo distante trajeto que era incomparavelmente mais caro por via aérea.

Mapa dos pontos de interesse de Tiahuanaco

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2 comentários sobre “Tiahuanaco, Bolívia

  1. Gostei muito do seu relato, estou organizando um mochilão e passarei por tiwanaku, qual foi a empresa que voce fechou o pacote para transporte+comida+ingresso+guia ?

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