Refeição dos monges no Mahagandayon Monastery em Amarapura

Mandalay, Mianmar

 

Cidade de Mandalay

Mandalay é uma das maiores e mais importantes cidades do país. Praticamente todas atrações são relacionadas com templos budistas das mais variadas formas possíveis.

De micro-ônibus parti de Bagan, chegando 5 horas depois em Mandalay, no meio do país. A hospedagem compartilhada do Downtown at Mandalay Hostel saiu por 21 dólares para 2 noites, incluso café.

Quarto compartilhado do Downtown at Mandalay Hostel

Deixei minha mochila lá e peguei um táxi com o alemão Henning, que havia recém chegado também, para o Mandalay Palace. Numa área de 2 km por 2 km, cercada por um muro e um fosso, ficam os resquícios reconstituídos do palácio do governo bombardeado na 2ª Guerra Mundial. A maior parte da área interna pertence ao exército. Os prédios do palácio estão praticamente vazios por dentro e com falta de informação em inglês, mas a arquitetura é interessante e a vista do alto da torre só é superada pelo Mandalay Hill, logo atrás do palácio.

Palácio Mandalay Palace em Mianmar

Para entrar nessa atração e em muitas outras na área metropolitana de Mandalay, é preciso pagar 10 mil kyats (~24 reais) por um passe turístico válido por 5 dias. Lá mesmo é vendido esse bilhete.

Com o sol se pondo, adentramos os templos próximos: Kyauk Taw Gyi, Sanda Muni e Kuthodaw. No primeiro, se atravessa um corredor de luzes verdes muito bregas para ver a maior estátua de mármore do Buda no país, com mais de 11 m de altura.

Maior estátua de mármore do Buda

Os outros dois são um pouco similares. São compostos por uma estupa grande central e centenas de menores ao redor, cada uma delas guardando uma lápide de mármore que contém uma parte dos ensinamentos do budismo Teravada (Tripitaca).

Templo Sanda Muni em Mandalay

Enquanto no pagode (templo) de Sanda Muni as estupas ficam em disposição retangular, no de Kuthodaw estão como um quadrado. As tábuas com os ensinamentos são consideradas em seu conjunto o maior livro do mundo de 1460 páginas.

Maior livro do mundo em Mandalay

Às 20:30h, diariamente há um show de marionetes, arte típica de Mianmar. Fica no Myanmar Marionettes, bem na esquina sudeste do palácio. Pagamos 10 mil kyats pra assistir o espetáculo de 1 hora, onde histórias são contadas com os bonecos, incluindo a complementação sonora de uma banda com instrumentos. Junto disso, uma introdução de dança. Foi legal.

Teatro de fantoches de Mianmar

Ao sair, nos chamou a atenção a iluminação noturna do palácio de Mandalay, previamente visitado. Do outro lado do fosso que o cerca, tirei essa foto das muralhas amareladas e torres avermelhadas.

Mandalay Palace à noite

Comecei bem o dia com o café do albergue que incluía até Nutella! De fato, as hospedagens desse país me surpreenderam de uma forma positiva.

Eu, o alemão, a suíça Corinne e mais alguns, fizemos um tour organizado pro dia todo por 18 dólares, incluso guia, transporte e até refeição! Raramento faço passeios combinados, mas aqui a logística claramente fez valer a pena. A primeira parada foi a oficina e loja de carpintaria e tapeçaria. A arte do trabalho em madeira é bem desenvolvida no país.

Oficina e loja de carpintaria em Mandalay

Amarapura, Sagaing e Ava

Em seguida, já em Amarapura, o Mahagandayon Monastery, onde os monges e aprendizes moram e se alimentam. Pegamos o exato momento em que eles fazem fila com suas louças de alimentos doados, dirigindo-se ao refeitório, para a última de suas únicas 2 refeições diárias!

Refeição dos monges no Mahagandayon Monastery em Amarapura

Depois, a fábrica de tecelagem de seda, onde se elaboram roupas com o auxílio de máquinas manuais. Um vestido totalmente de seda é caríssimo!

Fábrica de tecelagem em seda em Mianmar

Sagaing, o destino seguinte, é uma cidade destinada à meditação no budismo. Há apenas templos de todos os tipos, além do comércio básico. A vista do topo do Sagaing Hill junto do Soon U Ponya Shin Pagoda, onde subimos, é bem bonita, podendo se ver os santuários e o rio e pontes que cortam com Mandalay. Almoçamos perto dali.

Sagaing Hill Myanmar

Continuando, atravessamos a ponte pela Fortaleza de Thapyaytan, usada na guerra anglo-birmanesa. Visitamos diversos pagodes e mosteiros importantes em Ava (também chamada Inwa), a antiga capital imperial birmanesa dos séculos 14 a 19. Apesar de ter sofrido diversos ataques de invasores, incêndios e terremotos, as ruínas ainda estão de pé, como visto no grupo formado por Wingaba Monastery, Myint Mo Taung Pagoda, Lawka Dawtha Man Aung Pagoda e Kyaung Lain Monastery. Esse conjunto do século 18 se destaca por suas formas nada usuais na arquitetura de Mianmar.

Lawka Dawtha Man Aung Pagoda e Kyaung Lain Monastery em Ava

Bagaya Monastery, por sua vez, era uma instituição de ensino monástica real. Construída em madeira de teca, atualmente serve de escola e abrigo para crianças locais.

Crianças no Bagaya Monastery em Innwa

Maha Aung Mye Bon Zan Monastery, ou Me Nu Ok Kyaung, foi construído em 1818 e restaurado em 1873. Diferente dos mosteiros clássicos de madeira, aqui a estrutura é de alvenaria.

Maha Aung Mye Bon Zan Monastery Ava

Rápida parada no templo colapsado de Lay Htat Gyi, antes de chegarmos no último ponto visitado em Ava: as ruínas de Yadana Hsemee Pagoda.

Colunas e estátua de Buda na Yadana Hsemee Pagoda

Entre tantos outros templos a serem visitados, fica o museu Inn Wa Archaeological Museum, ao qual não fomos. A entrada custa 5 mil kyats para estrangeiros e há legendas em inglês.

A construção mais alta de Amarapura é a Pahtodawgyi Paya, quase toda de branco. E apesar de estar no circuito turístico, apenas alguns nativos também a contemplavam.

Pahtodawgyi Paya Amarapura

Por fim, o pôr do sol foi na ponte de madeira U Bein Bridge sobre o Lago Taung Tha Man. Totalmente lotada de turistas e locais, mas ainda assim com uma vista bastante interessante, tanto por cima da ponte quanto dos barquinhos que ficam à espera.

Ponte U Bein Bridge no pôr do sol

Com o tour proveitoso encerrado, eu e Henning jantamos no Shan Ma Ma, um restaurante bem barato quase no meio da rua, onde você pode escolher 3 entre vários pratos típicos diferentes da culinária birmanesa, pagando 1500 kyats no total.

Buffet do restaurante Shan Ma Ma

Já no dia seguinte, depois do café dividi um táxi para o voo de Mandalay a Bangkok pela AirAsia. Como o aeroporto internacional fica um pouco longe da cidade, custou 7500 kyats pra cada.

Mapa dos pontos de interesse de Mandalay

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