Estrada de terra na Namíbia

Windhoek, Namíbia

 

Namíbia, país cristão cujo inglês é o idioma oficial, é o segundo com menor densidade populacional do mundo (atrás da Mongólia). Já foi parte do Império Alemão e ocupado pela África do Sul, de quem obteve independência em 1990. É caracterizado por ser o mais seco abaixo do Saara, além de ser um dos mais seguros do continente, o que faz com que o ecoturismo seja uma das principais fontes de renda da nação, junto com a mineração e agricultura.

Como chegar na capital da Namíbia

O principal acesso aéreo é pelo Aeroporto Internacional Hosea Kutako, que fica na região da capital. E para lá fomos em 2017 eu, Miguel, Rafael e Lucas, pessoas que conheci através do fórum dos Mochileiros. Usamos a angolana TAAG que estava com uma promoção imperdível de cerca de mil reais ida e volta!

TAAG meal

Os aviões são bons, mas o serviço de bordo poderia ser melhor (comissárias antipáticas, poucas opções de entretenimento). Pousamos ao nascer do sol de 3 de fevereiro no aeroporto denominado 4 de fevereiro (imagina a confusão!) em Luanda, capital de Angola. Ficamos ali umas horinhas até o voo seguinte. É bem pequeno e deixa a desejar em relação à falta de wi-fi e a não aceitação de cartões de crédito.

Aeroporto internacional da Angola

No voo seguinte também pela TAAG, fomos babando de sono até Windhoek. Brasileiros e portugueses não precisam de visto para turismo.

Capital da Namíbia

Lá mesmo alugamos os carros que conduziríamos pelo país. O que fiquei custou 2700 NAD (~637 reais) na Thrifty, reservando previamente pela internet. Enquanto aguardava a chegada do meu colega Daniel, os outros foram para a cidade adiantar as compras no supermercado. Quase me perdi deles ao chegar a Windhoek, pois os endereços não batiam, ninguém conhecia o lugar onde eles estavam e não havia internet disponível. Tive que entrar em uma loja e pedir o celular de uma moça para localizá-los. Bem que deveria ter feito que nem o Miguel e comprado um chip. Mas fora isso, é uma capital diferente do resto da África; tudo organizado e limpo como num país desenvolvido, mas sem trânsito ou caos, já que há apenas 300 e poucos mil habitantes.

Hosea Kutako Namibia capital

Não cheguei a visitar as atrações da cidade, pois não eram excepcionais: edifícios (Christuskirche, Schwerinsburg), museus (National Museum of Namibia, Alte Feste, Owela Museum, Transnamib Museum, Independence Museum, National Earth Sciences Museum), galeria de arte (National Art Gallery), mercado (Independence Ave Craft Market) e reserva de fauna (Daan Viljoen Game Reserve).

Mesmo assim, começamos atrasados, lá pelas 19 h, a longa jornada de carro até Sesriem (fortes emoções no próximo capítulo)…

Estrada de terra na Namíbia

Dias depois, retornamos a Windhoek por Etosha, no trajeto mais movimentado do país. Fiquem atentos para não passar dos 120 km/h permitidos, pois há radares fixos e móveis. Já durante o pôr do sol, chegando a Windhoek, tivemos que parar em um posto de fiscalização contra o tráfico de produtos oriundos de animais selvagens. Os japoneses que estavam no carro à frente tiveram suas bagagens minuciosamente revistadas, enquanto que, quando dissemos que éramos brasileiros, nos liberaram sem nem conferir por cima.

Passamos à noite os 6 (Beto se uniu ao grupo depois) no albergue BackPacker Unite, o mais barato que encontramos (~36 reais). Não fica exatamente no centro e não aceita cartão de crédito, mas tendo wi-fi, roupa de cama, estacionamento e até piscina por esse preço, não há como reclamar. Pedimos uma pizza e interagimos com os demais hóspedes durante a noite.

Albergue Backpacker Unite na capital da Namíbia

Não chegamos a pegar o café da manhã, pois embarcamos no voo da South African Airlines para Joanesburgo às 6 horas e 40 minutos da madrugada.

Mapa dos pontos de interesse de Windhoek

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