Udawalawe, Sri Lanka

 

Continuando o passeio anterior, tomei outro táxi (tuk-tuk) para Matara, uma das maiores cidades, onde finalmente consegui um ônibus para o povoado de Embilipitiya, no interior do país. No longo caminho, passamos por uma infinidade de plantações, sobretudo de arroz (o chá ficava em uma região mais elevada e fria).

No meio da tarde cheguei ao pequeno município e segui a pé para o hotel Pavana Resort, que ficava próximo. De resort só havia a piscina. A comunicação no estabelecimento foi à base de sinais, pois nenhum dos vários 2 funcionários falava inglês, apesar do local receber turistas interessados no safári nacionalmente conhecido. Ao menos os empregados te passam um celular para falar com alguém que manja do inglês. Assim, por 4500 rúpias (122 reais) o preço total do jipe com motorista e guia, mais uma pequena taxa de entrada no parque, marquei a atividade para a manhã seguinte. Dividindo o valor entre mais 2 hóspedes, ficou em ridículos 40 reais para cada! Um dos, se não o safári mais barato do mundo. Para comparar, um passeio compartilhado de meio dia em um dos safáris mais famosos do mundo, no Parque Nacional Kruger da África do Sul, custa a bagatela de cerca de 330 reais por cabeça! E isso que ele não é um dos mais caros.

Parque Nacional Udawalawe

Antes do sol nascer partimos eu e duas europeias antipáticas para o Parque Nacional Udawalawe (também escrito Uda Walawe), no vilarejo de mesmo nome. Ele foi criado para proteger as espécies deslocadas durante a construção do reservatório de água que fica junto à unidade de conservação. Pra quem não conseguiu arranjar o tour, pode tentar a sorte na entrada do parque, pois geralmente há veículos lá esperando por clientes.

udawalawe

Um pouco mais úmido e verde que as savanas africanas, embora sem vegetação muito densa, o que facilita a observação. De animais, vimos esparsas aves de algumas espécies, cervos, chacais, javalis, lagartos e um bando de búfalos banhando-se tranquilamente. Infelizmente o fato de eu estar só com a GoPro nessa viagem, por motivos de segurança, não ajudou muito. O ideal seria usar minha Nikon P610, com todo o alcance dos seus 60x de zoom óptico, perfeita para esse tipo de situação com bastante iluminação.

udawalawe

Mas o principal mesmo desse parque é a população de centenas de elefantes asiáticos. Embora menores que os africanos, esses animais inteligentes impressionam. Tenha quase certeza de que você verá ao menos algum durante o safári, a menos que seja muito azarado! Vimos uns 4 grupos no meio do trajeto, atravessando a estrada, tomando banho, alimentando-se e até acenando pra gente. E teve um solitário mais corajoso que chegou bem perto.

Elefante asiático próximo do veículo em safári no Udawalawe National Park no Sri Lanka

Outros animais comumente vistos são macacos, cervos e crocodilos. Ainda, entre os habitantes do parque raramente vistos incluem-se leopardos, esquilos voadores gigantes, ursos-preguiça, gatos selvagens and porcos-espinho. A observação de aves também é favorecida, já que há mais de 180 espécies, incluindo algumas endêmicas, enquanto que o reservatório atrai um número razoável de aves aquáticas como o marabu menor (Leptoptilos javanicus), a maior ave do país, e bandos de tântalos-indianos (Mycteria leucocephala). Os melhores meses para a visita vão de outubro a março, durante o período migratório. Infelizmente não foi o período em que lá estive.

tântalo-indiano

Isso resume o safári de cerca de 3 horas. Não é um dos melhores, mas se você tiver um interesse maior por elefantes o preço vale muito a pena, comparado apenas a outros parques menos conhecidos do Sri Lanka. Caso ainda tenha tempo livre, aproveite para dar uma passada no Elephant Transit Home, também conhecido como orfanato, que fica na estrada principal a cerca de 5 km a oeste da entrada do parque.

Depois do almoço, corri para tomar um ônibus até Kandy. Passei longas horas na estrada, incluindo uma conexão em Ratnapura, ouvindo as músicas indianas que tocavam no alto falante. E para variar eu era o único turista no meio.

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