Espécies de flamingo em Walvis Bay

Swakopmund e Walvis Bay, Namíbia

 

Modernas cidades portuárias com arquitetura colonial, sendo britânica no caso de Walvis Bay e alemã em Swakopmund, ambas estão cercadas pelo Deserto da Namíbia e possuem abundante avifauna.

O trajeto noturno desde Sesriem até a cidade costeira de Walvis Bay foi tranquilo, embora a estrada ainda fosse de chão. Chegamos no Jessma B&B, uma casa agradável e com wi-fi, já na hora de dormir. O pessoal ficou em um quarto coletivo, enquanto eu fiquei com uma suíte só para mim – nada mais justo, visto que a hospedagem foi totalmente paga pelos meus créditos de viagem do sistema do AirBnb.

Airbnb Jessma em Walvis Bay

De manhã fomos a Swakopmund, ligada por 30 km de uma rodovia asfaltada entre o mar escuro e frio de um lado e as dunas de areia do outro. Nessas dunas há empresas que realizam alguns tipos de passeio, como de buggy e parapente.

A despeito das moradias populares na saída de Walvis Bay, passamos na metade do caminho por umas casas bem maneiras, no resort de Langstrand.

Rua no resorte de Langstrand

Swakopmund

Swakopmund é bem limpa, organizada e, ao menos nesse dia, vazia, com uma arquitetura germânica bem interessante em seu centro.

Arquitetura colonial germânica de Swakopmund

Os museus estavam fechados por ser domingo, mas conseguimos ir ao National Aquarium of Namibia, por 30 dólares da Namíbia (~7 reais). É um local relativamente pequeno com alguns tanques de seres marinhos existentes no país e mais um grande com um túnel.

National Aquarium of Namibia Swakopmund

Lá perto, paramos para almoçar em um dos restaurantes mais chiques da cidade, o The Tug. Fica à beira-mar, junto a um píer, com uma bela vista. Os frutos do mar são ótimos, e os preços não são caros. Recomendo a lula.

Restaurante The Tug em Swakopmund

À tarde, fomos pechinchar no mercado aberto de artesanatos. Há diversas opções e artigos interessantíssimos, pena que não cabia muita coisas em nossas mochilas. Alguns vendedores eram angolanos, facilitando a conversação em português. Mas tivemos que negociar bastante para conseguir preços decentes nas máscaras, estátuas e quadros.

Swakopmund Craft Market

Do outro lado da rua estavam algumas mulheres da etnia Himba, que em troca de um dólar deixam você tirar uma foto de seus corpos seminus cobertos de lama. Como eu iria até o vilarejo propriamente dito, ajudando o grupo de uma forma melhor, dispensei o registro.

Walvis Bay

Pegamos o carro e regressamos a Walvis Bay para ir atrás dos flamingos. Primeiro os achamos no Bird Sanctuary, área protegida de dunas e lagos.

Bird Sanctuary em Walvis Bay

No entanto, quando lá chegamos no fim da tarde, notamos que não haviam tantos e que todos seguiam voo para uma mesma direção. Seguindo sua rota, descobrimos o paraíso dessas aves: bem em frente ao calçadão da laguna de Walvis Bay, numa parte protegida das ondas, lá estavam centenas se alimentando, sendo tanto o flamingo-comum (Phoenicopterus roseus), quanto o flamingo-menor (Phoeniconaias minor).

Espécies de flamingo em Walvis Bay

Sentei na borda da baía, admirando essas fotogênicas aves que caminhavam de um lado ao outro procurando seu alimento no solo encharcado, e pouco se importando com a presença de humanos ao redor.

Antes que a cidade toda fechasse as portas, fizemos um rancho num supermercado. À noite, confraternizamos na mesma hospedagem com os colegas recém-chegados, a goles da saborosa cidra sul-africana Savanna.

Já no dia seguinte, fomos em direção nordeste, passando por paisagens desérticas rochosas de outro mundo. Desviando um pouco da rodovia principal está a rota cênica de Moon Landscape e Welwitschia Drive, onde supostamente estariam essas plantas rasteiras milenares. Não preciso nem mencionar que fazia um calorão danado por lá.

Swakopmund Moon landscape

Voltamos à via principal, vendo à distância a mina de urânio de Rössing, uma das principais do mundo. Pouco mais de uma hora mais tarde, entramos na área da atração principal seguinte, Spitzkoppe.

Mapa dos pontos de interesse de Swakopmund e Walvis Bay

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